ACORDA BRASIL - AÉCIO NEVES 45
A tempestade perfeita do Foro de São Paulo?
O socialismo foi derrotado na Guerra Fria. A utopia se mostrou, na
prática, uma desgraça em escala colossal, levando milhões de inocentes à
inanição, escravidão e morte. Não obstante, muitos se negaram a
abandonar o sonho. Na América Latina, em especial, as viúvas de Lênin
encontraram terreno fértil para plantar suas sementes da discórdia, para
fomentar a luta de classes.
Em 1990, foi fundado o Foro de São Paulo por aqueles que desejavam
resgatar na região o que havia se perdido no Leste Europeu. Lá estavam
Fidel Castro, as Farc, o PT e tantos outros que ainda acreditavam no
igualitarismo imposto pelo estado, na revolução socialista. A ilha
caribenha era um dos poucos redutos sobreviventes do modelo pregado por
eles.
Havia um problema: Cuba, que já era bastante pobre por conta das medidas
socializantes, mergulhou na completa miséria quando a mesada soviética
cessou. A União Soviética mandava mais de US$ 5 bilhões por ano para a
ilha. Como manter sequer um simulacro de “conquistas sociais” sem essa
ajuda financeira?
Ocorre que os aliados do Foro conseguiram chegar ao poder em vários
países, usando a própria democracia contra ela mesmo. São seus membros
que reconhecem isso, como fez o ex-presidente Lula, atestando que vários
países da região já são resultado do legado do Foro:
VEJA O LINK - https://www.youtube.com/watch?v=pzNIz64UHfo
Aqui, em mensagem mais recente, Lula reforça os planos do Foro:
A “integração” da América Latina é o grande objetivo deles. Uma união
socialista, política, e basta ver o que foi feito do Mercosul para se
ter uma ideia do que isso significa. Os países ditos bolivarianos foram
ampliando seus acordos e sua integração, enquanto a Aliança do Pacífico
resistia com regimes mais livres e independentes.
Para financiar esse resgate do socialismo na América Latina é preciso
dinheiro, muito dinheiro. Se a verba soviética desapareceu, surgiu em
seu lugar o petrodólar venezuelano. Hugo Chávez foi o líder socialista
que despontou nessa primeira fase de avanço do socialismo na região, e
calhou de pegar uma janela de preço de petróleo muito elevado, o que lhe
rendeu uma fonte quase inesgotável de recursos.
A revolução bolivariana tinha agora financiamento. Chávez passou a
injetar grandes quantias em grupos revolucionários e em partidos
aliados, usou o dinheiro da PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo,
não só para comprar apoio interno via populismo, como para comprar apoio
de seguidores em outros países, como na Argentina.
Mas a Venezuela mergulhou em grave crise econômica, a inflação disparou
para 60% ao ano, os índices de violência explodiram, e o país vive
praticamente um quadro iminente de guerra civil. O socialismo cobra um
alto preço, mesmo com recursos abundantes no começo.
Para adicionar insulto à injúria, os ventos externos mudaram a direção.
Entre outras coisas, uma revolução energética do capitalismo americano
aumentou bastante a oferta de petróleo naquele país, e eis o resultado
nos preços da commodity:
Após se manter por longo período em torno de US$ 100 por barril, o
petróleo despencou para perto de US$ 80. O orçamento do governo
venezuelano, totalmente dependente do produto, conta com um petróleo de
no mínimo US$ 120 para fechar as contas. O agravamento da crise
venezuelana será intenso, com efeitos imprevisíveis.
Mas como o país já vinha em uma grave crise, era preciso arrumar um
substituto para financiar a revolução socialista no continente. E o
Brasil petista foi a resposta encontrada. Um porto novo de US$ 1 bilhão
em Cuba foi construído com recursos do BNDES. O programa Mais Médicos
transfere mais de US$ 1 bilhão por ano aos cofres da ditadura cubana. E
por aí vai.
O Foro de São Paulo encontrou no Brasil do PT seu grande banco. Para
desespero dos socialistas, porém, Dilma corre sérios riscos de perder as
eleições. Aécio Neves, que não tem ligação alguma com o Foro ou com o
regime cubano, lidera com margem apertada as pesquisas. Tem tudo para
vencer, apesar de o PT “fazer o diabo” na campanha, comprar votos,
apelar para o terrorismo eleitoral com o Bolsa Família, etc.
Se o tucano realmente vencer, isso poderá significar bem mais do que a
libertação do Brasil das garras do PT. Como podemos ver, a vitória de
Aécio Neves poderá ser a pá de cal no projeto bolivariano na América
Latina. Sem os petrodólares da Venezuela e sem o apoio financeiro do
maior país da região, os herdeiros de Stalin terão grande dificuldade em
seguir seu avanço rumo ao que se perdeu no Leste Europeu.
A América Latina poderá respirar ares mais livres. A turma da Aliança do
Pacífico – Chile, Colômbia, Peru e México – poderá contar com mais um
aliado de peso: o Brasil. Enquanto isso, a Venezuela, a Argentina e
mesmo a Bolívia e o Equador, países menos significantes, estarão
afundados na miséria socialista, sem os recursos jorrando dos poços de
petróleo na mesma magnitude abundante.
Até mesmo Cuba, a ditadura mais velha e cruel do continente, poderá ter
seus dias contados. A América Latina poderá virar essa página sombria de
sua história. A derrota do PT no Brasil é um passo fundamental nessa
direção.
FONTE ROTA2014





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