Capa da edição para a América Latina da revista The Economist - Reprodução /
Germano Oliveira - O Globo
Edição desta semana da revista para a América Latina traz o título ‘por que o Brasil precisa mudar’
A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, criticou na
tarde desta quinta-feira o apoio da revista britânica "The Economist" ao
senador Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB. A capa da edição
desta semana da revista para a América Latina traz o título "Por que o
Brasil precisa mudar", ao lado do desenho que faz alusão à Carmem
Miranda triste e com um chapéu de frutas murchas e estragadas. No
principal texto, a revista britânica diz que Aécio merece ganhar as
eleições "porque promete colocar o Brasil de volta no caminho do
crescimento econômico".
- Acho que as revistas do mundo inteiro, assim como as brasileiras,
podem tomar as suas posições políticas e levar isso aos seus leitores.
Mas sei qual é a filiação da The Economist, todo mundo sabe. Ela é
ligada ao sistema financeiro internacional - disse a presidente, quando
questionada sobre o assunto por jornalistas.
Irritada com a pergunta, a presidente encerrou rapidamente uma
entrevista, dizendo que estava atrasada para o debate no SBT, realizado
na noite desta quinta-feira.
Antes disso, Dilma fez um rápido pronunciamento sobre a importância da
creche na alfabetização das crianças. Sem mencionar o governo tucano que
antecedeu aos governos petistas, Dilma disse que "antes" só se pensava
em educação do ensino básico ao ensino universitário e técnico.
- Hoje não. Acreditamos que o ensino vai da creche à pós-graduação - disse Dilma.
Para ela, a creche, a alfabetização na idade certa e a educação em tempo
integral levam a uma convergência de ações na área de educação que ela
deseja implementar em seu governo.
- A creche ajuda na educação no tempo certo, ou seja, as crianças que
são alfabetizadas até oito anos de idade, tem muito mais condições de
acompanhar toda a trajetória de aprendizagem ao longo tanto do ensino
fundamental como do ensino médio. E isso tem a ver também com a creche
bem feita e uma pré-escola de padrão elevado. Falamos de creche para
crianças de 0 a 3 e pré-escola de 4 a 5 anos. De 4 a 5 anos estamos num
processo muito avançado, porque sancionei o Plano Nacional de Educação
(PNE) sem nenhum veto e que prevê até 2016 a universalização da
pré-escola para crianças de 4 a 5 anos - disse Dilma.
Segundo a presidente, isso significa que hoje o país já tem 89% das
crianças na pré-escola e que, portanto, se atingirá as metas do PNE,
"faltando muito pouco" para ter todas as crianças na escola.
- Falta 11% para levar todas as crianças para a sala de aula. E a creche
é o grande desafio do país, de usarmos os recursos do pré-sal para as
escolas de tempo integral. para estruturarmos a base do ensino
brasileiro - disse Dilma.
FONTE ROTA2014





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