Jornalista Andrade Junior

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Aécio tem razão – ONU pede que ditadura amiga do governo Dilma solte 69 opositores presos em protestos

ACORDA BRASIL, AÉCIO NEVES PRESIDENTE 45

Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja
O melhor momento do soporífero debate da Record deste domingo foi quando a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) soltou mais uma confissão de ditadora e Aécio Neves (PSDB) rebateu de forma certeira, mostrando que aquilo era coisa de ditaduras amigas do governo petista. Veja o trecho memorável em que o tucano acabou aplaudido:
Agora veja o pedido feito nesta segunda-feira pelo alto comissário da ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein – e olha que para a ONU passar sermão a uma ditadura de esquerda dói na carne, hein:
“Exorto as autoridades venezuelanas a agir de acordo com as opiniões do Grupo de Trabalho e a libertarem imediatamente [o líder opositor Leopoldo] Lopez e [o ex-prefeito da cidade de San Cristobal, Daniel] Ceballos, bem como todos os detidos por exercer o seu legítimo direito de se expressar e protestar pacificamente.”
Segundo o alto comissário, “a detenção arbitrária e prolongada de opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando cada vez mais preocupação internacional” e “a prática está aumentando as tensões dentro do país”.
De acordo com informações recebidas pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU, mais de 3,3 mil pessoas, incluindo menores, foram detidas por um certo período entre fevereiro e junho deste ano; e ainda foram recebidos mais de 150 relatos de maus tratos de prisioneiros incluindo muitas denúncias de tortura.
Pelo menos 43 pessoas foram mortas durante os protestos no país e jornalistas e defensores de direitos humanos sofreram ameaças, ataques e intimidações.
No mês passado, o Grupo de Trabalho sobre detenções arbitrárias concluiu que as prisões de López e Ceballos não respeitaram as leis. Zeid pediu também às autoridades venezuelanas que garantam um processo justo durante os julgamentos, de acordo com os padrões internacionais.
Isto é a Venezuela atual. Uma ditadura amiga do governo Dilma, considerado cúmplice das atrocidades de Nicolás Maduro pela opositora María Corina Machado, que já sofreu na pele a violência chavista e declarou seu apoio a Aécio no Brasil, como mostrei aqui. A oposição venezuelana ainda espalhou pelas redes sociais o cartaz ao lado, que mostra, como a própria Dilma costuma dizer, os “dois pesos, duas medidas” da presidente, ao não reconhecer uma ditadura igual ou pior do que aquela contra a qual se vangloria de ter lutado.
Lá em Caracas, sim, o sucessor de Hugo Chávez manda não só investigar os seus adversários e quem quer que lhe deixe mal na fita, mas também prender e manter preso, apesar de todos os apelos do resto do mundo.
Eu já disse e repito: a imprensa brasileira é leniente com as palavras de Dilma ao colocar todas as suas confissões explícitas de atentados contra a democracia na conta de sua notória dificuldade de expressão, como se esta mesma merecesse leniência. Mas a verdade é uma só: no esforço de transformar o Brasil em uma nova Venezuela, Dilma já atropelou as instituições há tanto tempo que já não consegue esconder isso em seu discurso.
Aécio tem razão: “Que triste” um país assim.
FONTE ROTA2014

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