ACORDA BRASIL, AÉCIO NEVES PRESIDENTE 45
O melhor momento do soporífero debate da Record deste domingo foi quando a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) soltou mais uma confissão de ditadora e Aécio Neves (PSDB) rebateu de forma certeira, mostrando que aquilo era coisa de ditaduras amigas do governo petista. Veja o trecho memorável em que o tucano acabou aplaudido:
Agora veja o pedido feito nesta segunda-feira pelo alto comissário da
ONU de Direitos Humanos, Zeid Al Hussein – e olha que para a ONU passar
sermão a uma ditadura de esquerda dói na carne, hein:
“Exorto as autoridades venezuelanas a agir de acordo com as opiniões do
Grupo de Trabalho e a libertarem imediatamente [o líder opositor
Leopoldo] Lopez e [o ex-prefeito da cidade de San Cristobal,
Daniel] Ceballos, bem como todos os detidos por exercer o seu legítimo
direito de se expressar e protestar pacificamente.”
Segundo o alto comissário, “a detenção arbitrária e prolongada de
opositores políticos e manifestantes na Venezuela está causando cada vez
mais preocupação internacional” e “a prática está aumentando as tensões
dentro do país”.
De acordo com informações recebidas pelo Escritório de Direitos Humanos
da ONU, mais de 3,3 mil pessoas, incluindo menores, foram detidas por um
certo período entre fevereiro e junho deste ano; e ainda foram
recebidos mais de 150 relatos de maus tratos de prisioneiros incluindo
muitas denúncias de tortura.
Pelo menos 43 pessoas foram mortas durante os protestos no país e
jornalistas e defensores de direitos humanos sofreram ameaças, ataques e
intimidações.
No mês passado, o Grupo de Trabalho sobre detenções arbitrárias concluiu
que as prisões de López e Ceballos não respeitaram as leis. Zeid pediu
também às autoridades venezuelanas que garantam um processo justo
durante os julgamentos, de acordo com os padrões internacionais.
Isto
é a Venezuela atual. Uma ditadura amiga do governo Dilma, considerado
cúmplice das atrocidades de Nicolás Maduro pela opositora María Corina
Machado, que já sofreu na pele a violência chavista e declarou seu apoio
a Aécio no Brasil, como mostrei aqui.
A oposição venezuelana ainda espalhou pelas redes sociais o cartaz ao
lado, que mostra, como a própria Dilma costuma dizer, os “dois pesos,
duas medidas” da presidente, ao não reconhecer uma ditadura igual ou
pior do que aquela contra a qual se vangloria de ter lutado.
Lá em Caracas, sim, o sucessor de Hugo Chávez manda não só investigar os
seus adversários e quem quer que lhe deixe mal na fita, mas também
prender e manter preso, apesar de todos os apelos do resto do mundo.
Eu já disse e repito: a imprensa brasileira é leniente com as palavras
de Dilma ao colocar todas as suas confissões explícitas de atentados
contra a democracia na conta de sua notória dificuldade de expressão,
como se esta mesma merecesse leniência. Mas a verdade é uma só: no
esforço de transformar o Brasil em uma nova Venezuela, Dilma já
atropelou as instituições há tanto tempo que já não consegue esconder
isso em seu discurso.
Aécio tem razão: “Que triste” um país assim.
FONTE ROTA2014





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