Jornalista Andrade Junior

terça-feira, 19 de março de 2013

SALVE O 31 DE MARÇO!

Por Gen. Maynard Marques de Santa Rosa
A esquerda brasileira tenta sepultar a memória do 31 Mar, com o mesmo artifício revisionista que a esquerda francesa utilizou pra esquecer o 18 Brumário.
Lá, a ameaça de volta do terror/anseio por estabilidade criaram o consenso que erradicou a República e implantou o regime do Consulado, embora à custa das conquistas revolucionárias.
Aqui, o caos do desgoverno/anarquia de inspiração ideológica, no início 60, empurravam o País pro cenário da Guerra Civil Espanhola, tornando inevitável a intervenção militar.
A diferença é que o governo Castello Branco não tinha aspirações napoleônicas.
E os jacobinos de lá eram nacionalistas, enquanto os daqui usavam o internacionalismo proletário pra justificar o patrocínio estrangeiro.
Digam o que quiserem os revisionistas, a intervenção 64 veio com apoio popular, sob o consenso das forças políticas/respaldada no princípio constitucional de que "todo o poder emana do povo".
Na França de 1799, seguiu-se o projeto de glória dum Homem só.
No Brasil, tomou corpo o ideal duma geração de militares, iniciado com os "jovens turcos" que retornaram da Alemanha de Guilherme II, trazendo a
 inspiração de Kemal Ataturk, de que é possível reverter o atraso secular dum povo, quando combinam-se patriotismo/espírito renovador/liderança.
O tenentismo de 30 ressurgiu, renovado, no projeto desenvolvimentista de 64.
Graças ao planejamento estratégico, a economia teve 1 crescimento contínuo/sem precedente, durante 20 anos, a despeito dasubversão comunista/ crises do petróleo 73-78.
1 liderança honesta-empreendedora, com 1 projeto nacional, reverteu as bases rurais da sociedade/consolidou a industrialização/integrou o País/resgatou a Amazônia da crise em que debatia-se desde o colapso do mercado da borracha.
A redemocratização foi gradual-civilizada, conduzida sob o princípio da conciliação, consagrado no instituto da anistia.
Aqui, não houve restauração
sob a ameaça de forças estrangeiras.
Entretanto, a politização que seguiu-se trouxe de volta os atavismos da corrupção/
 incompetência/desarmonia.
A ausência dum projeto de futuro, após o ciclo revolucionário, deu espaço às políticas errantes de cunho populista que vêm transformando o
 Brasil
  numa autarquia clientelista de fundo fascista.
A lei do progresso, porém, é inexorável.
O despertar visível da juventude pensante trará a onda renovadora, que haverá de varrer a inércia atávica/raízes ideológicas de desarmonia, fazendo raiar luminosas esperanças.
O marco histórico do 31 Mar volta a suscitar nos corações patrióticos o apelo ao compromisso de união de todos em torno do ideal dum Brasil progressista/justo/fraterno/berço da liberdade/coração do mundo.

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