por Carlos Heitor Cony Folha de São Paulo
De todos os chefes de Estado do mundo, e talvez da história, desconfio
que Dona Dilma seja a que mais aparece e se expõe na mídia. Mesmo os
ditadores que podem e gostam de aparecer, ela ganha de longe. Bem
verdade que nesta semana apareceu com destaque, mordendo um dedo, bem
maquiada, com uma expressão coquete que poderia aparecer na capa dessas
revistas dedicadas aos homens solitários. Não deixa de ser um velado
elogio à sua imagem.
No entanto toda vez que frequenta a mídia, seja andando de bicicleta, ou
fazendo charme quase libidinoso, o que ela diz é bem contrário ao que a
sociedade escuta e sofre.
Ela nega a inflação que começa a subir e inquietar cada dona de casa, na
hora de pagar os supermercados, as farmácias, escolas e vestuário. Aos
maridos, os juros dos cartões de crédito e impostos em geral.
Dona Dilma deve ser a primeira a saber, daí que se espanta (mas não
resolve) o problema de suas contas, a ponto de se falar num impeachment
(torço para que não se chegue a este ponto), mas, como a maioria da
classe política e a sociedade, acho quase inevitável que não seja
necessário. Ou ela muda ou será mudada.
Tivemos a experiência da inflação anterior ao Plano Real.
Critiquei a guinada que ele deu na economia nacional, considerando-a eleitoreira.
Não estou arrependido mas concordo com aqueles que elogiaram a medida
que flagelou o bolso de todos, que inclusive degolou as poupanças.
Não há um plano sólido para controlar a subida dos preços. Inclusive ela
própria está ameaçada pelo Tribunal de Contas de não ter aprovadas suas
contas.
Sei o quanto é difícil frear os preços, mas com coragem e competência, é
sempre possível melhorar a situação. Muitos países conseguem combater a
inflação, sobretudo quando ela se torna massacrante.
extraídaderota2014blogspot





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