por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa COM BLOG DO NOBLAT O GLOBO
Lula, o sabe tudo, deveria rezar em praça pública: "Eu pecador me confesso..."
Como é que ele teve coragem de nos enfiar goela abaixo essa senhora
capaz de, em relação ao Pronatec, declarar num palanque: “Não vamos
colocar uma meta e quando atingirmos ela, nós dobraremos a meta”.
Além do dilmês que arrebenta com nossa língua, dona Dilma não se acanha
em dizer que quando atingirmos o nada, vamos multiplicá-lo por dois?
Ele a escolheu, dizem, por ter ficado fascinado pelo modo como ela pilotava um laptop. É o tal negócio, em terra de cego quem tem um olho é rei...
Ele a escolheu, dizem, por ter ficado fascinado pelo modo como ela pilotava um laptop. É o tal negócio, em terra de cego quem tem um olho é rei...
Dona Dilma, além de perita em manejar as novas tecnologias e no uso do
Power Point, é uma feminista daquelas de não ter pejo em pedir – bem,
tentou exigir, mas nessa não levou a melhor – que todos os seus
auxiliares se dirijam ou se refiram a ela como “a presidenta”.
Fiquei à espera que um auxiliar mais atilado lhe dissesse: "Isso eu só
faço se a senhora chamar o Lula de “o presidento”. Mas qual, esperei em
vão.
Em julho do ano passado, uns três meses antes da reeleição, durante a
campanha para a qual dona Dilma e seu marqueteiro fiaram histórias do
arco da velha para enrolar o distinto eleitorado – com o maior sucesso,
diga-se a bem da verdade – uma mulher, analista de um banco de grande
porte, o Santander, cujo dono era um amigão do Lula, fez jus ao cargo
que ocupava e ao salário que recebia e advertiu, por e-mail, seus
clientes preferenciais sobre as previsões que fazia para um segundo
governo Dilma Rousseff.
Sinara Polycarpo Figueiredo, a analista, em uma mensagem eletrônica,
dizia que uma eventual reeleição da presidente pioraria o quadro
econômico no país. Que a bolsa iria cair, os juros subir e o câmbio se
desvalorizar. Ou seja, a economia iria se deteriorar.
Lula, ao ser informado da análise, com a categoria que lhe é peculiar,
em um discurso na 14º plenária da Central Única dos Trabalhadores,
ressaltou que não há outro país em que o Santander lucre tanto como no
Brasil e questionou ainda o fato da funcionária que escreveu o informe
ter chegado a um cargo de chefia: "Essa moça que falou [isso] não
entende porra nenhuma de Brasil e de governo Dilma Rousseff. Manter uma
mulher dessas em cargo de chefia é sinceramente... Pode mandar embora e
dar o bônus dela pra mim, que eu sei como é que eu falo", completou.
Conselho que o Santander, com a rapidez dos que amam o poder, seguiu de
imediato. Demitiu a analista! Não sei se deu o bônus ao Lula. Quero crer
que não chegou a tanto.
Não sou, nem nunca fui, feminista. Minha teoria é a seguinte: somos
diferentes, os homens das mulheres, em dezenas de coisas, todas da maior
importância. Menos intelectualmente. Nesse caso, tendo as mesmas
condições para desenvolver nosso intelecto, somos absolutamente iguais.
Mas se eu fosse uma ardente feminista, o que eu faria diante de uma
mulher que, evidentemente, entendia do que falava, como agora está
fartamente provado? Ia convidá-la para fazer parte de minha equipe, ora
se ia...
Não se trata de acreditar em bola de cristal ou em querer bancar a
profetisa do passado, mas de um fato comprovado: o cliente do Santander
que seguiu os conselhos de Sinara se deu bem. Os clientes do Lula
quebraram a cara.
Segundo matéria no Estadão de 28/12/ 2014, Sinara Polycarpo Figueiredo
entrou com ação na Justiça do Trabalho contra o Santander. Não sei no
que deu esse processo. Mas de uma coisa eu sei: torço por Sinara.
extraídadoblogrota2014blogspot





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