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09:03
ANDRADEJRJOR
BERNARDO MELLO FRANCO FOLHA DE SÃO PAULO

O Senado ganhou uma
oportunidade para mexer num vespeiro que interessa diretamente a milhões
de brasileiros. É a CPI dos Fundos de Pensão, que deverá ser instalada
nos próximos dias.
A comissão foi criada para investigar
prejuízos em instituições que cuidam da aposentadoria dos servidores de
estatais. Estão na mira gigantes como a Petros, da Petrobras, o
Postalis, dos Correios, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal.
Os
fundos reúnem 557 mil servidores aposentados e 2,7 milhões na ativa. É
gente que reservou parte dos salários para garantir um futuro tranquilo e
agora teme perder o que aplicou devido a decisões estranhas e negócios
esquisitos.
Só o Postalis acumula rombo de R$ 5,6 bilhões. No mês
passado, os poupadores foram avisados de que teriam que pagar uma
contribuição extra superior a um quarto do salário para tapar o buraco. O
fundo é controlado por dirigentes indicados por políticos do PT e do
PMDB.
Na Petros, que tem 128 mil participantes e mais de R$ 66
bilhões de patrimônio, as perdas no ano passado foram estimadas em R$
6,2 bilhões. E-mails interceptados pela Polícia Federal indicam que João
Vaccari, o ex-tesoureiro do PT, influía na administração do bolo.
"O
loteamento político e sindical dos fundos foi selvagem. Isso está na
origem de muitos investimentos temerários", diz o senador Aloysio Nunes
(PSDB-SP), um dos autores do pedido de criação da nova CPI.
Em
abril, o governo pressionou senadores a retirar assinaturas de outro
requerimento, o que adiou o início das investigações. Agora o Planalto
cochilou, e a comissão terá que ser instalada nesta semana.
Há
muita coisa a se investigar no mundo dos fundos, que tem atraído pouca
atenção dos órgãos de controle. Um dos caminhos será ouvir quem
acompanhou os negócios de dentro. Entre conselheiros e servidores, muita
gente pode ser convencida a contar o que sabe.
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