Cilane Assad de Souza
Gostaria
de apresentar ao PT , aos cientistas políticos, alguns membros da
esquerda e da imprensa quem são as pessoas que participaram das
manifestações de hoje: Somos os “eles”, a “zelite de Lula”, a “direita
reacionária” ou como gostamos de nos apresentar, as pessoas de bem que
estão indignadas com tudo o que ocorre neste país.
Somos
os que trabalham, os aposentados que durante anos contribuíram para o
crescimento deste país e que não constatam que sua renda diminuiu quando
mais precisam; os que pagam impostos que não param de subir; que estão
fartos de ver uma minoria barulhenta contar e exigir direitos que
muitos, para tê-los, tiveram que suar a camisa e fazer sacrifícios; que
não concorda com os empréstimos e investimentos em países com os quais
não temos a menor afinidade; dinheiro que faz falta no país para gerar
empregos e honrar compromissos assumidos pelo governo; os que acreditam
que o valor de uma pessoa é medido por suas realizações e atitudes e que
não enxerga classes sociais ou castas.
Somos
aqueles que cantamos em nosso Hino Nacional a beleza de nosso céu, de
nossas riquezas naturais, pedimos paz e enaltecemos nossas florestas (
verde, amarelo, azul e branco) que estão representadas em nossa
bandeira.
Somos
aqueles que acreditam no valor do trabalho, do estudo; não tomamos
atalhos. Quando nos comprometemos ou assumimos compromissos, pagamos
nossas contas com sacrifício. Gostamos de acreditar na palavra de uma
pessoa e reconhecemos as leis, os princípios e a autoridade, mas
gostamos de salientar sempre que “o poder emana do povo e em seu nome
deve ser exercido”. Talvez por isso, estejamos todos envergonhados e
revoltados por termos como Presidente da República uma mulher mentirosa,
que não representa a população feminina deste país.
Não
queremos o “terceiro turno” das eleições, pois entendemos que o
processo eleitoral acabou. Tanto temos esta certeza que não dividimos
nosso país, apesar dos discursos de Lula e de Dilma durante a campanha
eleitoral.
Não
sentimos prazer em assistir o sofrimento alheio e não nos aproveitamos
da miséria alheia. Fome é o último estágio do ser humano antes que ele
se torne um animal perigoso.
Não
nos importamos em compartilhar, mas não toleramos mais o
assistencialismo e a manipulação dos necessitados com programas sociais
populistas, que dão uma migalha a alguém que pode criar asas e voar.
Para que não restem dúvidas sobre quem de fato somos, já que tantos
adjetivos infelizes são pregados em nossa testa enquanto estamos
preocupados em fazer nosso melhor para mantermos nosso emprego e colocar
comida em nossa mesa, quero deixar claro que a feiúra e a beleza estão
nos olhos de quem contempla.
Não
nos importamos com a beleza ou ausência dela nas pessoas que freqüentam
aeroportos. Queremos apenas que eles funcionem melhor. Em nossa
opinião, quando alguém assume um cargo em uma empresa, à semelhança
daquilo que ocorre conosco diariamente, esta empresa tem obrigação de
crescer, aproveitando as oportunidades do mercado ou, na pior das
hipóteses, ficar do mesmo tamanho. Se alguém rouba a empresa em que
trabalhamos, tira de cada um de nós um pouco do que pertence a nós e aos
sócios por direito. Quando descobrimos que bilhões foram desviados de
uma empresa pública, com anuência e conhecimento do Partido que elegeu a
Presidente, dela mesma e de seu antecessor, além de outros partidos que
sustentam esta monstruosidade no poder, isso feriu a todos. É indigno,
independente da nacionalidade, é um comportamento monstruoso e
criminoso.
Hoje,
milhões de pessoas saíram às ruas deste país para que ele nos conheça
melhor. Não recebemos nenhum dinheiro por nossa participação, não havia
ônibus à nossa disposição ou lanche. Pelo contrário, ainda há muitos de
nós que dependem do transporte público esperando para voltar para casa.
Não quebramos nada, ajudamos a limpar as ruas por onde passamos. Não
está em nossa natureza depredar o patrimônio privado ou público, porque
dependemos do último para nossas necessidades básicas e do primeiro para
ganhar nosso sustento.
Para os que acham que nossas reivindicações são “difusas”, vou simplificar para vocês:
-
Queremos que a investigação do Petrolão vá até o fim, doa a quem doer.
Se chegar à Dilma, que ela responda também pelos crimes que porventura
tenha cometido. Não estamos pedindo seu Impeachement porque gostamos,
mas porque acreditamos que a lei é para todos. Não conhecer aquilo que
se tem obrigação em conhecer e errar por omissão também é crime.
-
Queremos saber o papel de Lula no Mensalão e no Petrolão. Queremos que
todas as denúncias, entre elas aquela uma que a Polícia Federal demorou
um ano para ouvir Lula seja esclarecida. O PT recebeu ou não uma doação
vinda de Macau, feita pela Portugal Telecom? Se recebeu, foi ele que
negociou.
- Queremos que os culpados sejam punidos
-
Queremos uma reforma política que não permita o assalto às empresas e
ao patrimônio público e que os que estão no poder não se aproveitem dos
aviões, do orçamento e da caneta para permanecer no poder. A disputa tem
que ser em pé de igualdade.
-
Não aceitamos mais justificativas ou comparações com governos que
terminaram seu mandato há 12 anos atrás. Elegemos nossos governantes
para fazer melhor e não para se esconderem atrás de desculpas
esfarrapadas.
-
Queremos a verdade. Quando sabemos das dificuldades e somos tratados
como adultos, nos unimos para superá-las. Está sendo assim com a crise
hídrica. Não aceitamos mais mentiras, principalmente as elaboradas pelos
marqueteiros.
-
Queremos que os “movimentos sociais” como MTST e MST paguem por seus
crimes e não aceitamos mais o financiamento por parte de empresas e
órgãos públicos. Queremos que o “Exército de Stédile” seja desmantelado.
Entendemos que, se as terras são doadas, fruto da reforma agrária e já
existem linhas para financiar a produção da agricultura familiar e de
cooperativas, que o patrocínio dado pelo Governo Federal, direta ou
indiretamente, através de Organizações não governamentais e empresas
públicas é dispensável.
-
Queremos que uma minuciosa auditoria seja feita sobre os cargos
comissionados na administração direta, indireta e nas autarquias e
empresas públicas. Não aceitamos mais que o dinheiro de nossos impostos
mantenha uma máquina administrativa inchada, para acomodar a
“companheirada”. Gostaríamos de lembrar que o Sesi, Sesc, Sest-Senai são
autarquias e que nós sabemos disso. Os sacrifícios têm que ser feitos
de cima para baixo!
-
Queremos o Poder Legislativo independente. Queremos que cada deputado
ou senador vote em propostas que tragam melhorias ao povo brasileiro,
mas que também tenham responsabilidade com o que é público. Eles foram
eleitos pelo povo e trabalham para o povo, não em troca de “mesadas” e
poder de indicação de cargos na Administração Federal. Mudando esta
mentalidade, não há necessidade de 39 ministérios para acomodar “a
base”.
-
Queremos também o Judiciário independente. Que cada juiz suba na
carreira por méritos no desempenho de sua função, na celeridade da
justiça e pelo conhecimento das leis para aplicá-las com
responsabilidade e não para atender demandas de quem os indicou.
-
Queremos instituições fortes, como um dia elas foram. Queremos o
Ministério Público independente, um fiel vigilante das leis e dos que
não podem se representar.
Prazer
em te conhecer e em te amar, Brasil e brasileiros! Motivo de orgulho no
passado, no presente e certeza de realizações para o futuro. Hoje, mais
que ontem e amanhã, ainda mais que hoje!
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