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07:17
ANDRADEJRJOR
LUIZ GARCIA O GLOBO

Qualquer cidadão com alguma experiência de como funciona a nossa máquina estatal sabe que, quando há risco, sempre há o desvio
Por
muitos anos, a Petrobras foi, merecidamente, a rainha das nossas
empresas estatais, provando, pelo menos aparentemente, que o poder do
Estado podia ser tão eficiente e lucrativo quanto a iniciativa
particular.
Foi, mas não é mais. Há um mês, a PwC, empresa
encarregada de auditoria no comportamento da empresa, informou, numa
reunião do conselho de administração da estatal, que ela ainda não se
comportava como deveria, mesmo depois da vergonhosa revelação do
escândalo curiosamente batizado como Operação Lava-Jato.
Uma boa
ideia sobre o clima doméstico na estatal foi fornecida por um dos
conselheiros. Contou que procurara fazer uma denúncia contra um
ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa. A funcionária que o atendeu
deu-lhe uma resposta tão simples quanto reveladora: “Pelo amor de Deus,
vai embora.”
Na mesma reunião, um representante da PwC informou
que os auditores analisaram 1.219 mecanismos de controle da Petrobras, e
131 deles relevaram deficiências “que expõem a empresa a riscos de
desvios”. Qualquer cidadão com alguma experiência de como funciona a
nossa máquina estatal sabe que, quando há risco, sempre há o desvio.
Esses
fatos, tão tristes quanto reveladores da necessidade de providências
drásticas pelo Palácio do Planalto, ainda não tiveram resposta do
governo. O pessoal da arquibancada tem direito a exigir da presidente do
país providências tão imediatas quanto enérgicas.
Convém que esperemos sentados.
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