AÉCIO NEVES FOLHA DE SÃO PAULO
A conta do populismo e da irresponsabilidade da gestão petista começa a
chegar ao bolso dos brasileiros. E ela será bem alta, especialmente para
os que menos têm.
Na contramão da economia global, que crescerá 3,5% este ano, o Brasil
está no pequeno grupo de 16 entre 189 países que caminham para a
recessão, segundo o FMI.
O PIB encolheu, o salário real teve a sua maior queda desde 2004,
segundo o IBGE, e o desemprego encosta nos 8%, pelos dados da PNAD. A
inflação acelerou, superando 8% em doze meses e em apenas quatro meses
deste ano já superou 4,5%, a meta oficial para o ano.
Diante de tamanha deterioração, o governo promove uma das mais chocantes
mutações já registradas em nossa história contemporânea, adotando uma
política de arrocho que contraria tudo o que sempre pregou e havia
prometido em campanha. A receita é rudimentar e injusta: aumento de
tributos, elevação das tarifas públicas e corte de benefícios
trabalhistas como o seguro-desemprego e o abono salarial.
Ao se recusar a fazer as reformas que o país demanda, ao inventar uma
nova matriz econômica que desorganizou as contas públicas e ao impor uma
política de crescimento baseada quase que estritamente no consumo, o
governo colocou em risco inúmeras conquistas brasileiras. E, agora,
chama a sociedade para pagar a conta de suas escolhas erradas.
Encorajado a consumir e se endividar, o cidadão caiu em uma cilada. Nada
menos que 55,6 milhões de brasileiros estão sem condições de arcar com
suas dívidas e os juros continuam subindo. Em conjunto, esta dívida
chega a R$ 235 bilhões. O brasileiro está mais pobre, mais pessimista e
se sentindo mais desprotegido.
A tendência é que este quadro se agrave, com a alta do desemprego. As
famílias fazem o que podem –cortam despesas, criam alternativas como as
compras em grupo no atacado e começam a sacar sua poupança.
Na contramão da população, o governo é incapaz de fazer qualquer gesto
de alguma responsabilidade, como, por exemplo, reduzir a paquidérmica
estrutura de estado - ministérios em profusão e milhares de cargos que
servem exclusivamente à garantia de apoio da sua base congressual, como
assistimos agora nas votações do chamado ajuste fiscal.
O que ainda esperar do petismo? O pacote de maldades parece que está só
no começo. Os investimentos sociais já desabaram e mesmo na área onde
brilha o slogan "Pátria Educadora" o dinheiro secou, como é o caso do
Fies.
E a emoldurar tudo isso temos uma presidente que não consegue se
manifestar sequer em cadeias de rádio e TV e que demonstra receio em
participar de eventos públicos, como agora, quando cancelou a agenda no
Rio para comemorar os 70 anos da vitória dos aliados.
E são apenas cinco meses de governo.
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