Com Blog do Josias - UOL
Reunido a portas fechadas com a bancada de deputados federais do PPS, o
governador tucano se São Paulo, Geraldo Alckmin, fez uma avaliação da
conjuntura. Acha que Dilma perdeu o comando do governo. Mas não
identifica no cenário elementos capazes de fundamentar um pedido de
impeachment contra a presidente, como chegaram a cogitar congressistas
do PSDB.
O encontro ocorreu nesta sexta-feira (8), em São Paulo. A carta altura,
Alckmin disse não acreditar no envolvimento de Dilma em atos desonestos.
O problema da presidente, avalia o governador, é a perda de autoridade.
Na política, racicionou Alckmin, Dilma é dependente do PMDB do
vice-presidente Michel Temer. Na economia, ela depende do ministro
Joaquim Levy (Fazenda), cuja ortodoxia constrange o PT.
A bancada do PPS foi a segunda a ser recebida por Alckmin. Há duas
semanas, ele abrira as portas do Palácio dos Bandeirantes para os
deputados federais do PSB. Entre uma legenda e outra, ofereceu um jantar
para a fina flor do empresariado paulista. São movimentos de quem olha
para 2018 com olhos de presidenciável.
PPS e PSB negociam uma fusão. Deve ser efetivada em junho. Juntos,
passarão a ser a quarta maior legenda do Congresso. Seus principais
líderes enxergam em Alckmin uma alternativa presidencial. Confirmando-se
essa hipótese, ele teria de deixar a poltrona de governador em abril de
2018.
O assento de Alckmin seria herdado pelo vice-governador Márcio França,
do PSB. Que poderia candidatar-se a governador de São Paulo sem deixar o
cargo. Assim, tudo parece conspirar para que a legenda resultante da
fusão entre PSB e PPS embarque num projeto Alckmin-2018 —para
desassossego de Aécio Neves e de Marina Silva, que continua filiada ao
PSB.
EXTRAÍDADOROTA2014BLOGSPOT





0 comments:
Postar um comentário