Giulkiana Vallone - Folha de São Paulo
"O governo pede sacrifício dos trabalhadores em relação a uma série de
questões mas mantém os mesmos gastos, a mesma quantidade de ministérios e
ainda teve atitude de conivência com aprovação do aumento dos recursos
para os partidos", disse, em Nova York.
Marina afirmou que, durante a campanha presidencial de 2014, a
presidente Dilma Rousseff mascarou a crise no país. E, agora, a
população não entende a necessidade de ajuste.
A ex-senadora está nos Estados Unidos para receber um prêmio da ONG
Rainforest Alliance, concedido a ela por sua carreira na defesa dos
interesses ambientais, nesta quarta. Na véspera, o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, também em Nova York, foi homenageado em
cerimônia da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Em linha com o discurso de FHC, Marina criticou a política econômica de
Dilma após a crise de 2008. Para ela, a presidente "transformou aquilo
que era emergencial [as medidas anticíclicas adotadas durante a
turbulência econômica] em atitudes corriqueiras."
"Agora, a falta de credibilidade do governo em relação à agenda
econômica faz com as medidas [de ajuste fiscal] necessárias sejam três
vezes mais duras do que seriam se feitas por alguém que tem
credibilidade", disse.
Apesar das críticas ao governo, Marina voltou a dizer que é contra o
impeachment da presidente. A sociedade se sente ludibriada e a atitude
imediata de uma grande parte da sociedade é recorrer a uma saída legal, o
impeachment", disse.
"Mas ele é legal dentro de determinados critérios, que é o envolvimento
direto da figura do presidente, e nós não temos a materialidade desse
fato."
Ela disse ainda que não se pode transformar o Brasil "em uma
republiqueta, em que, por discordar do presidente, se faz qualquer
manobra para tirá-lo."
"Essa cultura de 'Fora' qualquer um que esteja no poder em função de
discordar dele foi criada pelo PT. E não acho que se deva dar
continuidade a esse modus operandi", afirmou.
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