Carlos Heitor Cony FOLHA DE SÃO PAULO
Na última reunião com seu ministério, em 23 de agosto de 1954, na crise
mais dramática da vida nacional, Getúlio Vargas reuniu seus ministros e
pediu que cada um manifestasse sua opinião sobre o que deveria fazer
para superar a cólera dos militares que exigiam a sua renúncia e até
mesmo sua prisão. Atribuíam ao presidente a responsabilidade pelo
atentado que matou um oficial da Aeronáutica.
O ministério não chegou ao consenso. Alguns falaram em renúncia, licença
e resistência. Tancredo Neves, ministro da Justiça, estava disposto a
morrer, enfrentando os tanques e as tropas que estavam se dirigindo ao
Catete.
Desejavam depor ou matar o presidente. José Américo sugeriu que o
presidente deveria fazer "um grande gesto", renunciando ou entrando em
licença. Vargas pediu aos ministros que mantivessem a ordem e subiu ao
seu quarto para fazer o grande gesto. Saiu da vida para entrar na
história.
Por Júpiter! Longe de mim e do povo insinuar que dona Dilma faça o mesmo
grande gesto de Vargas. Mas bem podia tentar um governo de união
nacional, dispensando metade de seus 39 ministros e convocando os
ex-presidentes Sarney, Fernando Henrique, Collor e Lula, não para
governarem com funções executivas, mas formando um conselho de Estado
suprapartidário, a exemplo de outros países, como o Brasil no tempo do
Império e mais recentemente no governo Dutra, uma gestão medíocre, mas
sem grandes traumas institucionais
A presidente está no início do seu segundo mandato, tem tempo para dar a
volta por cima. Seria o fim da picada para o PT, que tenta a hegemonia
política, social e financeira, cujo resultado é a corrupção e a
impunidade, provocando o protesto de milhões de pessoas que manifestaram
o repúdio contra dona Dilma.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014





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