REINALDO LEAL
O governo de João Goulart,
mais conhecido como Jango, foi um desastre.
Gradativamente ele foi
perdendo o comando.
Os militares se insurgiam e
praticavam diversas manifestações que foram quebra de hierarquia.
Isso é
inadmissível numa organização militar em qualquer pais no mundo.
Fui um dos que comemorou a
sua queda.
Ele não tinha mais nenhuma
condição de governabilidade.
Linda Batista me disse que
ele, bêbado, certa noite, em Copacabana, socou a porta de uma vedete que
não o queria receber.
O que se pode esperar quando
um presidente chega a esse ponto?
Os militares reunidos no
então Ministério do Exército não acreditavam na afronta que Jango fez ao
realizar o comício de 13 de março praticamente na sua porta. Com a sua
inabilidade Jango conseguiu que até os que o apoiavam ficassem contra.
Uma vez ele disse para John
Kennedy que o Brasil era uma nação independente.
Kennedy então lhe
parabenizou dizendo que o Brasil conseguira um feito quem nem ele obtivera.
Que antes de tomar
determinadas decisões, consultava os seus aliados e muitas vezes até os seus
adversários.
Não sei se Jango entendeu a
ironia.
Pouco tempo antes da queda
de Jango, Carlos Prestes, o comunista mais representativo do Brasil, disse
em Moscou que o Brasil já era um pais comunista. Só faltava oficializar.
Jango podia até não ser
comunista, mas lhes deu espaço para que conquistassem o poder.
Antes de importante reunião
internacional, era preciso calar Lula.
Obama passou por ele e
disse: - Esse é o cara.
Isso é expressão de
botequim. Obama jamais diria isso para uma personalidade com a envergadura de
um estadista.
Na sua ignorância, Lula não
entendeu. Ficou todo feliz. Não abriu a boca durante a reunião, feliz com o
suposto afago.
A imprensa internacional
disse na época que Lula era o cachorrinho de Obama.
Com visão de pais
subdesenvolvido muitos aqui consideraram um elogio. Diziam comemorando: o
Obama disse que Lula é o cara.
Isso sem dúvida deve ter lhe
dado votos junto aos menos esclarecidos.
Se dissesse isso para mim,
sendo eu presidente, receberia uma resposta na hora que não iria gostar.
Brizola queria que João
Goulart peitasse os militares e não renunciasse.
Jango, naquele momento, teve
mais visão. Sentiu que era inútil resistir. Preferiu sair para evitar
derramamento de sangue.
Essa renuncia o engrandece.
Preferiu o exílio a morte de um só brasileiro.
Vemos esse ditador da Síria
se manter no poder permitindo que o seu pais seja destroçado e que morram
milhares de pessoas sem que ele renuncie. É um apego injustificável.
Quando fui Administrador
Regional da Tijuca e todas as associações de moradores de áreas carentes e os
clubes, quiseram fazer um abaixo assinado pedindo a minha permanencia na
troca de governo. Desautorizei-os. Era um fato polítco inédito que me
promoveria, Ainda mais que eu tinha ótima cobertura da
imprensa.
Sou a favor da alternância
no poder.
Jango teve amor pelos
Brasileiros.
E que me lembre, nunca
foi acusado de ladrão.
Já Lula, que com o seu
filho, segundo dizem, são dois dos mais ricos do pais, conclamou aos
sem terra a promoverem a guerra civil.
Quantos possam morrer para
que ele não seja investigado e provavelmente condenado por suas ações, é um
detalhe que não lhe importa.
O seu ego ou super ego deve
estar acima da vida dos outros.
Que morram milhares de
brasileiros para que ele não perca o seu poder, é só o que parece lhe
interessar.
Pensando assim deixa até de
ser o cara. Mesmo aquele cara do botequim.
Nos botequins do nosso
Brasil, o nosso povo trabalhador, humilde, assiste a isso tudo com
tristeza e decepcionado, mas com amor no coração.
Nossa gente é solidária
e amiga. Um brasileiro de verdade jamais teria essa atitude.
O povo brasileiro é bom e tolerante.
É por isso que abusam.
Mas tudo tem um limite.
Parece que esse limite está chegando ao fim.
EXTRAÍDADATRIBUNADAIMPRENSAONLINE





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