Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Eleições municipais mostram que estamos num país sem líderes

João Domingos
Estadão

Não importa o nome do partido que saiu vencedor ou perdedor das eleições municipais. O certo é que o Brasil continuará carente de líderes políticos. Principalmente de líderes que representem a nova geração, e que deveriam estar se preparando para substituir a que está no poder. Em qualquer horizonte que se possa olhar, é pouco provável que da eleição de agora possa surgir alguém que daqui a uns anos venha a chacoalhar a política, a liderar mudanças, a ditar o rumo da História.
É estranho que uma Nação com 206 milhões de habitantes, 31 anos de uma democracia que suportou bem dois processos de impeachment do presidente da República, 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberdade absoluta de opinião política e eleições a cada dois anos, encontre dificuldades para construir novos líderes políticos. Mas essa é a realidade brasileira. Não há como fugir dela.
PERSONALISMO – Algumas razões podem explicar essa crise de lideranças. Uma delas é o excessivo personalismo que domina os partidos.
O PT, por exemplo, nunca preparou um novo líder ou um candidato à Presidência da República que não fosse Lula. Ele disputou cinco eleições, perdeu três e venceu duas. Impossibilitado de disputar mais uma reeleição, impôs a candidatura de Dilma Rousseff.
Como ninguém é imortal, e os ídolos muitas vezes caem, como agora Lula caiu, o PT ficou sem ninguém para disputar a eleição de 2018, a não ser de novo o ex-presidente. Como Lula é réu em dois processos na Justiça Federal, não se sabe nem se ele terá condições legais de se candidatar. Sem contar que estará com 73 anos em 2018 e um fardo de desgaste pesado para carregar.






















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