MIRANDA SÁ
Modernamente,
a lei é uma regra jurídica escrita. Sua expressão vem do verbo latino
legere, que significa “aquilo que se lê”. Trata-se de uma norma ou
conjunto de normas criadas através dos processos próprios executados
pelas autoridades competentes.
No
Estado de Direito, vivemos sob o império das leis; uma sociedade sem
leis, retornaria a pré-história, onde os mais fortes conseguiam
sobreviver e os mais fracos morriam de fome ou eram mortos pelos seus
rivais.
Já
tivemos a oportunidade de escrever sobre as primeiras legislaturas do
mundo antigo com o seu surgimento entre os povos mesopotâmicos, impondo
direitos e as punições contidos no Código de Hamurabi ou originários
dele.
Ali
encontramos a lei de talião, que exprime uma punição baseada na
reciprocidade do crime e da pena que é a popular retaliação. É sempre
lembrada através da máxima “olho por olho, dente por dente”.
As
leis são ministradas pelos tribunais, que surgiram na Roma antiga,
“tribunais”, do latim: significando “dos tribunos”. São cortes que
possuem a competência de exercer a jurisdição, ou seja, interpretar a
lei e resolver litígios com eficácia.
Nem
sempre, porém, a coisa funciona assim. Nas ditaduras exercidas pelos
“partidos únicos”, como o nazista e comunista, ou, atualmente, sem os
princípios ideológicos destes, os estados ditatoriais da África e
América Latina, de regimes populistas, funcionam os chamados “tribunais
de exceção”.
A
máfia e os carteis do narcotráfico, assim como os ‘guerrilheiros’ como
os das Farc, têm os seus ‘tribunais’ para justiçar os dissidentes,
desertores e até mulheres que engravidam a despeito da regra imposta
proibindo-as de conceber.
No
Brasil os lulopetistas instituíram seus próprios tribunais, expulsando
deputados que votaram em Tancredo Neves, participaram do governo FHC e
até expressaram opiniões divergentes da hierarquia partidária, como no
caso da ex-senadora Heloísa Helena.
Mas
os tribunais lulopetistas apresentam, também, o seu lado hilário. No
caso do esquema de corrupção que corroeram a Petrobras, Eletrobrás,
fundos de pensão e até de programas sociais como o Bolsa Família, o PT
adotou a ‘Lei de Gerson’…
Lembram-se
da “Lei de Gerson”, que surgiu numa propaganda de cigarros? O festejado
craque de futebol Gerson dava uma tragada num cigarro de determinada
marca e dizia: “Eu gosto de levar vantagem em tudo, por isso adotei esta
marca.
A
coisa caiu na expressão popular e entrou no rol dos princípios de uma
pessoa que quer obter vantagens de forma indiscriminada, sem se importar
com questões éticas ou morais.
…
E se é para rir, para julgar os desmandos, as maracutaias e o desapego
do PT pela coisa pública, avançando no Erário e enriquecendo a patota
lulopetista com propinas arrancadas de contratos do governo, eu adoto a
‘Lei de Murphy’…
Trata-se
de uma gozação que correu o mundo, e um dos seus artigos reza que: “Se
alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira,
no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
Cai
ou não cai como uma luva para o PT e seus puxadinhos? Alerto com a ‘Lei
de Murphy’ para o eleitorado que decidirá o pleito municipal no 2º
turno: Sabemos que os aliados do PT, como Marcelo Freixo, no Rio de
Janeiro, darão errado, por que votar neles?
ESTRAÍDADEATRIBUNADAIMPRENSA





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