AÉCIO NEVES FOLHA DE SÃO PAULO
Quando se critica a má gestão do governo do PT e, em especial, os erros
sucessivos da política econômica dos últimos anos, muitos acham que a
oposição é pessimista e gosta de mostrar só o que não funciona. Mas é
justamente o contrário.
Temos tudo para ser um grande país se o governo não atrapalhar tanto,
com os seus sucessivos erros, o crescimento econômico e o avanço social
dos brasileiros.
Ao contrário de vários países emergentes, no Brasil há uma Justiça e
órgãos de controle independentes, que estão lutando contra o
aparelhamento político das estatais, patrocinado pelo governo do PT;
temos uma indústria diversificada e um setor agropecuário que é um dos
mais competitivos do mundo e um amplo sistema de proteção social
estabelecido pela Constituição em 1988.
O natural seria estarmos crescendo entre 4% e 5% ao ano, em vez de
termos uma estagnação (crescimento econômico igual a "zero") no triênio
2014, 2015 e 2016, segundo projeções do mercado. Isso é ainda agravado
pelo fato de, nesses mesmos três anos, a inflação média esperada ser de
6,7% ao ano, uma anomalia para um país que não cresce.
O baixo crescimento tem efeitos perversos para a vida dos trabalhadores.
Na última semana, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego cresceu pela
terceira vez consecutiva neste ano e a renda real dos trabalhadores já
teve queda de 3% neste período.
Além disso, como a correção real do salário mínimo está ligada ao
crescimento do PIB, a estagnação da economia aponta para um crescimento
"zero" no valor real do salário mínimo nos próximos dois anos e um
aumento médio, no segundo governo Dilma, inferior a 1% ao ano!
O governo, depois de negar sistematicamente nas eleições a necessidade
de qualquer ajuste fiscal, propõe agora um ajuste rudimentar cuja parte
mais visível foi um corte real de 50% no investimentos dos ministérios
da Saúde e da Educação, no primeiro trimestre do ano, redução dos
direitos do trabalhadores e propostas de aumentos de vários impostos e
da conta de luz, que somam R$ 52 bilhões de uma meta de R$ 58 bilhões de
superavit primário do governo federal.
A presidente Dilma está chamando os trabalhadores para pagar do seu
bolso 89% do custo do ajuste fiscal, sem ter fechado um único ministério
ou cortado um único cargo de confiança. Não houve o que comemorar no
Dia do Trabalho. O governo estragou a festa.
O presidente dos Correios escreveu artigo em resposta ao texto por mim
publicado nesse espaço. Tendo em vista os erros e deliberadas
imprecisões e omissões contidas no texto dele, convido a quem se
interessar pelo tema a acessar psdb.org.br/acao-irregular-correios para mais informações.
EXTRAÍDADOBLOGROTA2014





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