Julia Chaib Correio Braziliense
A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira ter certeza que parlamentares terão “sensibilidade” para votar o ajuste fiscal. A análise da medida provisória que faz parte do pacote do ajuste e torna mais rígidas as regras de acesso a benefícios trabalhistas foi adiada nesta terça-feira. Dilma também minimizou o protesto ocorrido durante a veiculação do programa do PT na tevê na noite desta terça-feira, do qual ela não participou.
Sobre o panelaço que ocorreu em diversas capitais durante a veiculação da propaganda partidária do PT na televisão, a presidente disse ser “normal” esse tipo de manifestação.
“Em alguns outros países, manifestações assumindo a forma de panelaço não são consideradas normais, mas no Brasil elas são normais, porque nós construímos a democracia. Então, respeitar a manifestação livre das pessoas, ela é conquistada a duras penas.”
A presidente também minimizou sua ausência no programa ao dizer que “nem sempre participa” dos programas do PT. A presidente afirmou ainda que no Dia do Trabalho, o pronunciamento foi feito num “forte veículo”, no caso da internet.
DERROTAS NO CONGRESSO
O governo perdeu em duas matérias no Congresso nesta terça-feira, com o adiamento da votação da MP 665, do ajuste fiscal, e com a aprovação da chamada PEC da Bengala. Os parlamentares começaram a votar a MP, que torna mais rígidas as regras de acesso a benefícios trabalhistas como seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial, mas ela foi adiada. O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) condicionou a votação à presença massiva do PT em favor do ajuste fiscal.
“É impossível o país achar que o país vive de um dia para outro, grandes transformações. Então, vamos aguardar para ver como transformam a votação do ajuste. Vamos nos manter tranqüilos. Tenho certeza que haverá por parte dos parlamentares a sensibilidade necessária para que se vote o ajuste. Principalmente porque tenho consciência e crença de os parlamentares trabalham a favor do Brasil”, disse a presidente, após participar do lançamento do Plano de Defesa Agropecuária, no Palácio do Planalto.
PEC DA BENGALA
A presidente não comentou a aprovação da chamada PEC da Bengala, que eleva a idade de aposentadoria dos ministros do Supremo Tribunal Federal de 70 para 75 anos. Isso faz com que presidente perca o direito de aposentar cinco ministros da Corte, que se aposentariam durante a sua gestão. Apesar de reduzir os poderes de Dilma, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse aprovação não representa uma “derrota” para o governo..
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Dilma mentiu ao dizer que nem sempre aparece no programa do PT. Isto nunca aconteceu. Ao que parece, o governo passou a ter uma maneira própria de enxergar as coisas, transformando derrotas em vitórias, déficits em superávits e por aí em diante. De repente, tudo é questão de uma pedalada a mais ou a menos. (C.N.)
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