EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) deixou no caminho 180 mil estudantes. Eles não conseguiram concluir o cadastro no site do MEC, apesar de insistentes tentativas. Liminar concedida pela Justiça de Mato Grosso mandou ampliar o prazo, mas o Tribunal Regional Federal derrubou a obrigatoriedade de prorrogação.
Criado como remédio para vencer o provincianismo da universidade brasileira, o Ciência sem Fronteiras (CsF) impõe aos estudantes situação constrangedora. O atraso nos repasses, além de comprometer a aprendizagem, lhes dificulta a satisfação de necessidades básicas. Muitos não têm dinheiro sequer para se alimentar e locomover.
A situação constrangedora ultrapassou os limites particulares. O Institute of International Education (IIE), que intermedeia o repasse de verbas do programa nos Estados Unidos, encaminhou carta aos jovens em apuros. Sugeriu-lhes que lançassem mão do "jeitinho brasileiro" para responder ao problema. Diante da reação, pediu que desconsiderassem o conselho.
Na Pátria Educadora, slogan lançado no discurso de posse do segundo mandato de Dilma Rousseff, as palavras não conversam com os atos. A polícia solta cachorros contra manifestação de professores. Docentes estão paralisados em cinco estados. Alunos depredam escolas. Universidades públicas suspendem as aulas por falta de condições de trabalho. Sem conciliar palavras e ação, em vez de educadora, a pátria é madrasta.
EXTRAÍDADOBLOGAVERDADESUFOCADA





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