MIRANDA SÁ
“A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa” (Jô Soares)
Pode
ser Jaboticaba ou Jabuticaba; as duas formas estão corretas:
jabuticaba, com “u” ou jaboticaba, com “o”. É o fruto de uma árvore da
família das mirtáceas que se alastrava na Mata Atlântica e ainda hoje
aparece com frequência nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas
Gerais e São Paulo.
Alguém
inventou que o fruto da jabuticabeira era de exclusividade brasileira, e
mesmo usando a expressão por ignorância, ela se espalhou tornando-se
popular nos comentários políticos e até em salas de aula. Na verdade,
somente uma das espécies, a “Myrciaria jaboticaba” chamada de
jabuticaba-sabará, é brasileira.
As
demais são encontradas no Uruguai, Paraguai, Argentina, fraldas dos
Andes, Guianas e América Central, anulando a expressão xenófoba…. É
somente nosso, sem dúvida, o pau-brasil (Paubrasilia echinata).
O
Pau-brasil, com registros da época em que os franceses e portugueses
aqui aportaram para leva-lo para Europa, grassava no Brasil, no litoral
do Rio de Janeiro ao Amazonas. Em tupi-guarani era chamado de
“ibirapitanga” onde “ybirá” significa “árvore” e “pitanga” é
“encarnado”; os lusitanos, pela tinta rubra dela extraída, batizaram-na
de pau-brasil e, com isto, deram o nome ao nosso País.
Em
sua homenagem, o pau-brasil foi declarado patrimônio nacional em 1978,
através da Lei nº 6.607, que estipulou o dia 3 de maio como a data
oficial da árvore.
Também
restrita ao Brasil, é a impunidade. Está solta quadrilha lulopetista
chefiada por Lula, Dirceu e Dilma, que assaltou o Brasil e quase
destruiu a Petrobras, que era a terceira empresa petrolífera do mundo e
se reduziu na economia internacional.
Acrescentando
mais uma meia dúzia de pelegos na alta hierarquia do PT, vale lembrar
que este partido nascido de uma jogada do general Golbery aproveitando o
pelego da Lula da Silva, surgiu proclamando-se a “esquerda ética”
denunciando a corrupção.
O
“partido de novo tipo” ficou apenas no discurso e na desmoralização dos
poderes republicanos, igualando-se aos 300 picaretas do Legislativo,
que denunciavam; aparelhando o Judiciário com fiéis companheiros; e
transformando o Executivo numa bolsa de valores mediadora da cobrança de
propinas.
Este
é o desenho da árvore do pau-brasil da política, sem igual no concerto
internacional…. Vemos que nos países que combateram a corrupção, nenhum
presidente ou ex-presidente escapou do cutelo da Justiça, alguns tanto
ou mais populares do que Lula.
Lembremos
Carlos Menem, na Argentina; José Sócrates, em Portugal; Alberto
Fujimori, no Peru; e Park Geun-hye, na Coreia do Sul; todos julgados e
devidamente punidos pela prática de corrupção.
Aqui,
Lula já foi condenado a 12 anos e um mês, e responde a mais seis
processos, todos por corrupção e agravados pelo delito de terem sido
praticados no exercício da presidência da República. Dilma, que fez o
papel de fantoche dele na presidência, foi cúmplice da criminosa na
compra da Refinaria de Pasadena e impichada “apenas” pelas pedaladas
fiscais e mantendo criminosamente os direitos políticos.
Vê-se
assim que a impunidade é coisa nossa, como o pau-brasil. As jabuticabas
foram chupadas, com caroço e tudo, no Paraguai, com o ex-presidente
Luís Macchi preso; com Menem apenado e os Kirchner sob investigações; e o
guatemalteco Affonso Portillo condenado a cincos anos de prisão.
Muita
gente ignora que o pau-brasil é preciosamente usado como arco de
violino, que chega a custar US$ 10 mil! Está na hora de usá-lo para
tocar a marcha fúnebre do lulopetismo, levando-o à cova da
criminalidade.





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