Por:
Augusto Nunes
Duas notícias especialmente bem-vindas tornaram mais luminoso o Sete
de Setembro do Brasil que pensa. A primeira: Dilma Rousseff enfim caiu
fora do Palácio da Alvorada. Na véspera do Dia da Independência,
despachou seus pertences para Porto Alegre em cinco caminhões de mudança
e, na última viagem gratuita como freguesa da FABTur, decolou rumo à
capital gaúcha, que dividirá com o Rio o duvidoso privilégio de hospedar
a ex-presidente.
Lá, terá todo o tempo do mundo para retribuir as manifestações de
apoio dos companheiros. Poderá, por exemplo, enfeitar o palanque de Raul
Pont e, com duas ou três aparições, dinamitar as esperanças eleitorais
do candidato do PT à prefeitura. Também estará disponível para consolar
os nostálgicos da governante desgovernada com discurseiras de improviso
em atos de protesto contra golpistas em geral, festanças de casamento
ou festinhas de batizado. Há espaços na agenda para tudo.
A segunda notícia é ainda mais animadora para o país que presta: por
decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, foi
estendido até 8 de setembro de 2017 o prazo de validade da Operação Lava
Jato, que deveria vencer nesta semana. Os bandidos que sonhavam com o
fim da insônia provocada pelo medo de cadeia ficarão sem dormir pelo
menos mais um ano. Lula, por exemplo, continuará a ser atormentado, com
os olhos abertos, por pesadelos em meio aos quais ouve batidas na porta
às seis da manhã ou a voz de Sérgio Moro formulando perguntas sem
respostas.
Não é o atual presidente da República o verdadeiro Grande Satã da
seita que, despejada do poder, ordenou a seus devotos que atravessem os
dias berrando “Fora Temer”. Quem o Mestre e seus discípulos querem ver
pelas costas (e fora dos tribunais) é Sérgio Moro, e com ele todos os
procuradores e policiais engajados na Lava Jato. Lula e sua turma sabem
que a fonte de suas angústias não está em Brasília. Funciona em
Curitiba.
extraídadecolunadeaugustonunesfeiralivreveja




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