EDITORIAL ZERO HORA - RS
A primeira missão externa acabou colaborando para uma tentativa de reversão de temores em relação ao cenário político e suas repercussões no plano econômico. Foi a oportunidade de ratificar, perante alguns dos principais parceiros internacionais, prioridades a serem buscadas a partir de agora, e para as quais é vital contar com o apoio do Congresso, sobretudo neste momento de pressão nas ruas.
Além de confirmar o ajuste, com ênfase na fixação de um teto de gastos que contenha a expansão da dívida pública, o presidente também se comprometeu na China em gerar condições mais favoráveis aos negócios. E enumerou entre as prioridades os investimentos em infraestrutura, principalmente na área de concessões de estradas, portos, aeroportos, ferrovias e sistemas de geração e transmissão de energia, que só irão se confirmar num cenário de estabilidade.
Assim como a continuidade do combate à corrupção, a definição de um ambiente favorável aos negócios é precondição para o país reconquistar a confiança dos investidores. Sem crescimento econômico e a consequente recuperação do nível de emprego, será mais difícil para o país livrar-se da instabilidade pela qual todos os brasileiros vêm pagando um preço elevado demais.
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