CARLOS CHAGAS
Duvida-se
de que desta vez o Congresso aprove a tão prometida reforma política.
Pelo menos da forma como todos esperam, ou seja, profunda e verdadeira.
As instituições continuarão as mesmas, isto é, acomodadas aos interesses
das elites, favorecendo os mesmos de sempre.
Sobre
a crise econômica, prevalece a impressão de que poderá declinar, se
declinar, mas sem passes de mágica nem sacrifícios. Será lenta a
recuperação, em especial com relação ao desemprego.
Sendo
assim, é preciso prospectar atrás de uma fórmula para não deixar que o
ano em curso transcorra entre dificuldades e lamentos. Melhor solução
não haverá do que a tentativa de integração da sociedade na discussão de
seus próprios problemas. Por que não uma reunião de todos os setores
com voz em nosso futuro? Não se trata de requisitar o Maracanã com um
microfone para cada participante. Mas de sensibilizar grupos
representativos do conjunto para que opinem sobre como tirar o Brasil do
sufoco e abrir perspectivas gerais de normalização. Nas atuais
condições, como obter contribuições de vulto e desinteressadas do
egoísmo de cada segmento? Nada de recolher exigências deste ou daquele
setor, mas de receber a contribuição das partes para o aprimoramento do
todo. Bem que novembro e dezembro serviriam como um tempo nacional para a
transformação do país das hienas.
EXTRAÍDADATRIBUNADAINTERNET





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