MIRANDA SÁ
Assim
ele obrigava a rapaziada a estudar as realidades nacionais para
defender as teses patrióticas, e a mim, particularmente, me fez matutar
sobre àqueles que defendem o direito de se iludir.
A
interpretação de casos, circunstâncias e situações precisa ser feita
com cuidado, por que a ilusão, conforme a interpretação científica, é a
troca da aparência real por uma ideia falsa.
Ser
iludido é ser enganado. É viver um engano, no mínimo, um capricho da
imaginação sem fundamento na realidade. Quando se mergulha na fantasia,
convive com a mentira e o dolo.
Um
professor que transmite aos seus alunos uma ilusão, induz a crença de
que não se pode encontrar em outro conceito que ela não explica,
ofuscando a razão e negando a realidade. Aí que mora o perigo.
É
o que temos visto no Brasil. A escola tem afastado os professores
vocacionados por causa de baixas condições de trabalho e salários
insatisfatórios, cedendo lugar a diletantes irresponsáveis,
despreocupados com a qualidade de ensino e o futuro de uma geração.
Nos
centros de ensino cheios de jovens ávidos por conquistar uma vida
melhor através do estudo, se tornam um campo fértil para o descrédito
dos valores cívicos, a insatisfação grevista e a pregação de ideologias
superadas e/ou distorcidas. Desiludem-se pelo discurso fácil do
extremismo.
Tal
ideologia foge à proposição do filósofo francês Destutt de Tracy
defendendo a adoção pela ciência da ideologia, como a “consciência
originada das percepções sensoriais da conjuntura sócio-política que
cerca o indivíduo”.
Cientificamente,
a ideologia é o conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de
uma sociedade, de certa época ou de determinada grupo social, formada
pela relação do indivíduo com o meio em que vive.
Entretanto,
(0lhem o tcheco aí), o que vemos é o caráter baseado nos princípios do
amor ao próximo e da ordem social ferido de morte pela exposição de uma
realidade dividida em classes, cor da pele, crenças religiosas e
negativismo familiar ou nacional.
Essa
ideologia distorcida cria um espírito de negação moral e institucional,
“fabricando” pseudo-revolucionários e até terroristas servindo como
massa de manobra aos partidos totalitários que arregimentam o
inconformismo das classes médias e a degradação proletária.
A
História ensina que as emoções criadas pela demagogia populista
fatalmente descambam, pela ilusão, para o fascismo . E é o que os
latino-americanos bem informados e conscientes denunciaram ao
oportunismo dos pelegos de alguns países, e agora assistem à
desconstrução do “socialismo bolivariano”.
No
Brasil, a ilusão se desvaneceu e só falta jogar a última pá de terra na
cova rasa do lulo-petismo, para enterrar a ilusão da ideologia capenga
do PT que fala em golpe, mas propõe inconstitucionalmente novas
eleições; e que vota num “golpista” para presidência da Câmara.
Esse
quadro há de ter um fim, derrubado pelo povo nas ruas como fez no dia
31 de julho. A consciência patriótica exige o fim das mentiras, da
fraude e da corrupção.
EXTRAÍDADEATRIBUNADAINTERNET





0 comments:
Postar um comentário