Jornalista Andrade Junior

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Band-aid para câncer

É quase impossível extirpar o câncer, pois todos esperam sempre que o governo aja em seu benefício. É isto que caracteriza o Stato Fascista:” tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.
O que assistimos nos últimos meses no STF foi a tentativa, não de curar, mas de esconder o câncer para não desenganar o paciente.

O tema corrupção tomou conta do país. Ao menos de uma parte que se considera lúcida, embora eu tenha dúvidas quanto a esta lucidez, pois só enxergam, se tanto, um dedo além dos seus narizes. Julgamento dos mensaleiros, movimento anticorrupção e lei da ficha limpa não passam de band-aids em câncer de paciente terminal. E a galera dos ‘lúcidos’ aplaude sem ter a menor idéia do que está se passando na realidade.

O Brasil está em estado terminal como país, como cultura, como economia, como educação, em termos morais e no processo político. E este estado terminal nada tem a ver com corrupção, que não passa de um dos menos graves sintomas do câncer que corrói nossas entranhas. Condenam Zé Dirceu et caterva, pipoca o caso Rosemary. Condenem a dita, pipoca o mensalão do DEM. Resolve-se este, pipoca o dos tucanos. E por trás de tudo isto os sintomas mais graves: o nunca esclarecido assassinato de Celso Daniel, as ações nitidamente políticas do PCC e as atividades revolucionárias no campo, comandadas pelo MST.
Poucos se dão conta de que os tais ‘corruptos’ fazem parte de um esquema criminoso internacional chamado Foro de São Paulo. A associação com as FARC, com Cuba e Chávez, com Ahmadinejad e com as organizações terroristas e criminosas muçulmanas Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica, etc. jamais foram mencionadas no STF, assim como o fato de José Dirceu ser membro do serviço secreto de Cuba. Não venham com a história de que ele foi. Ninguém foi de um serviço secreto de um país totalitário; ou melhor, quem foi está devidamente enterrado em alguma fossa comum. Ninguém se demite e continua flanando, pois têm de informações que não podem ser divulgadas nem usadas para chantagens. Assim, quem foi, já era, e se estiver vivo ainda é! Renato Janine Ribeiro, na tentativa de ‘livrar a cara de Dirceu’ meteu o dedo no câncer ao escrever no Jornal Valor que comunistas revolucionários não roubam esquerdistas reformistas, roubam quando chegam ao governo, mas “talvez” tenham de fazer isso para garantir as políticas de inclusão social. A idiotinha da vez (sempre tem uma e desta vez não é Letícia Sabatella), Fernanda Torres, cuja mamãe lidera caravanas cada vez que há alguma ameaça de diminuir os subsídios para a ‘cultura’, junto com cineastas (sic), também em defesa no mesmo meliante, buscou inspiração em Shakespeare para especular: talvez seja impossível governar sem violar a lei. Não creio que o personagem, que ela não cita talvez Macbeth ou Ricardo III, estivesse se referindo ao mesmo crime.
Mas isto sequer foi mencionado nas denúncias do MPF ou nas falas de Suas Excelências, que mais pareciam fazer o maior esforço para ocultar a verdade do povo brasileiro, restringindo o delito a simples roubo para proveito pessoal e não apropriação do dinheiro público para fins revolucionários. No entanto, não estamos frente a uma quadrilha do tipo Al Capone, mas de uma quadrilha internacional revolucionária que visa tomar o poder, e não apenas o governo que já tem e do qual aproveita para a fase seguinte: a implantação de um Estado Totalitário. É claro que precisam se valer de suas próprias contas pessoais, para fingir puro peculato. É, no entanto, sintomático que os mais altos escalões da nação, como o STF e o MPF finjam nada saber disto. Mas Dilma sabe.
O câncer que corrói a Nação é bem outro: o controle estatal da economia e cada vez mais da vida privada, dizendo o que devemos comer, consumir, como tratar de lixo, etc. O câncer original está na economia, o resto são metástases, mortais sem dúvida, mas que desaparecerão se o problema original for extirpado. Mas é quase impossível extirpar o câncer, pois a população está de tal modo a tudo esperar do governo – e não me refiro ao pessoal do ‘bolsa família’, mas a empresários, classe média, aposentados (o Brasil é o único país da história onde aposentados fazem greve!), todos enfim esperam sempre que o governo aja em seu benefício. É isto que caracteriza o Stato Fascista: “tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. O indivíduo não existe senão enquanto parte de um todo, que é o Estado. O indivíduo é nada, a massa é tudo. Controle a massa e controlará o indivíduo.
Carlos Alberto Sardenberg publicou no Globo (06/12) o artigo ‘Pró-mercado?’ no qual diz:

as relações do governo Dilma caíram no pior dos mundos. Há uma perversa combinação de hostilidade ideológica, negócios de compadres e corrupção. Neste ambiente, só investe quem consegue um jeito de transferir o risco para o governo, obter financiamento e/ou subsídio e/ou acertar com funcionários na base da propina”.

O caminho mais fácil para o domínio total dos indivíduos é a estatização da economia e uso desta para distribuir benesses e empregos aos apaniguados, criando o Estado babá e uma massa amorfa de bobalhões assustados dependentes do dinheiro público. É claro que tal concentração cria uma minoria privilegiada, a Nova Classe, e gera inevitavelmente a corrupção como mero sintoma do verdadeiro câncer, apenas uma conseqüência inevitável da onipotência do Estado. Assim como na Itália fascista, na Alemanha nazista havia uma corrupção generalizada; Hermann Göring se apoderava das mais valiosas obras de arte dos países invadidos e das residências dos ricos judeus mandados para os campos de concentração. Frau Goebbels antes de casar com Herr Minister tinha sido amante de um crápula e se prostituído e suspeita-se que dos vários filhos do casal, a maioria não era do casamento com Paul Joseph.

Na Rússia comunista a corrupção estava no próprio DNA: a única ocupação conhecida de Stalin, jamais citada nas biografias oficias, foi assaltante de trens para a causa revolucionária, e é claro que sempre sobrava algum para seu bolso. Após a Perestroika surgiram como que por milagre ex-agentes do KGB e os antigos apparatchiks do Partido e das empresas estatais extremamente ricos e poderosos. Para não perder o hábito, formaram a Máfia russa, uma organização criminosa cujos ganhos revertiam grande parte para a manutenção do poder, depredaram as forças armadas vendendo todas as armas das quais puderam se apoderar, mostrando o patriotismo que tinham em relação à causa revolucionária e ao próprio bolso, e não à Rodina (Mãe Rússia).

Já estamos em plena ditadura fascista (tucano-petista) e poucos se dão conta. Ubiratan Iorio, com sua habitual verve, descreve muito bem esta situação no artigo A Cuca Estatal:
“A destruição de nossas liberdades é o preço que temos que pagar por aceitarmos passivamente a ingerência do Estado-Babá em nossas vidas. Quando a interferência desse monstro ameaça as liberdades individuais, não podemos ficar de braços cruzados, aceitando sem sequer esboçar qualquer reação, determinações politicamente corretas que restringem nossos direitos, mas passam despercebidas pela população, por uma razão muito simples: o Estado Babá infantiliza, bestializa, embrutece, estupidifica. Esse Estado que nos impede, impele, compele, tolhe, paralisa, coíbe, priva, reprime, obriga, chantageia, cobra, coage, embarga e rouba tem uma ponta de lança perigosíssima para nos impor seus constrangimentos: a implacável Cuca Estatal!”
O crime contra Celso Daniel me faz lembrar outro: o do deputado italiano antifascista Giacomo Matteotti pelos squadristi. “O alvoroço conseqüente abalou o regime fascista e vários fascistas abandonaram Mussolini, mas não Constanzo Ciano que continuou a apoiá-lo decididamente. Foi recompensado em 1926 quando Il Duce o designou seu sucessor em caso de morte súbita, em documento que permaneceu secreto até há pouco tempo”.
Constanzo, pai do futuro genro do Duce e ministro do Exterior, Galeazzo, era oficial de Marinha, herói da 1ª Guerra Mundial, agraciado com quatro medalhas, foi feito Conde de Cortellazzo pelo Rei Vittorio Emanuelle III, por intervenção de Mussolini que queria criar uma nova aristocracia fascista. Sua carreira de corrupto começou quando foi nomeado por Giovanni Agnelli para a companhia de navegação Il Mare, renunciando em 1921 por ter sido eleito deputado. Mussolini nomeou-o subsecretário de Marinha Mercante e ministro dos Correios e Telégrafos em 1924 e dois anos depois ministro das Comunicações, exercendo controle sobre ferrovias, marinha mercante, indústria automobilística e bondes. Ele e seu irmão Arturo ficaram ricos nestes cargos e recebendo milionários pagamentos anuais da Provvida, cooperativa de consumo dos funcionários públicos administrada por seu ministério. Seu filho seguiu sua carreira. Após a morte de Constanzo, Sir Andrew Noble escreveu que ‘os escrúpulos do Conde Galeazzo não são menos questionáveis, pode ter se inclinado para uma política pró-Germânica (que sempre detestara) pela perspectiva de lucro pessoal. Não creio que as operações financeiras do Conde Ciano resistam a uma investigação rigorosa’.
Sabe-se que Hitler era pessoalmente honesto, sua única propriedade, o Ninho da Águia em Obersalzberg foi presente do partido, mas há sérias suspeitas de sua participação no ‘suicídio’ de Angela Maria "Geli" Raubal, sua meia sobrinha, quando a mesma tentou deixá-lo para casar.
Peço que os leitores pensem: qual a importância da corrupção se comparada com o terrível morticínio provocado por estes ditadores? E que inevitavelmente ocorrerá aqui se o verdadeiro câncer não for enfrentado?
O que assistimos nos últimos meses no STF foi a tentativa, não de curar, mas de esconder o câncer para não desenganar o paciente. E isto porque os membros do Ministério Público e os Ministros do STF também fazem parte desta minoria privilegiada, a Nova Classe, que controla a população, para isto recebendo polpudos salários e construindo sedes faraônicas para suas dúbias atuações! Num país de dinheiristas o que importa à população é o bolso, dane-se o controle estatal sobre a vida privada!
Os demais partidos brasileiros ou são cúmplices ideológicos ou idiotas úteis que também querem se locupletar.
Desestatize-se a economia, não a palhaçada tucana da privataria, iniciando pela Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, e a extinção do BNDES. Reduzam o funcionalismo público a 10%, retirem o Estado da educação, deixem os indivíduos decidirem suas vidas, e os sintomas desaparecerão. Mas como, se (parafraseando Armando Ribas que diz que en Argentina los antiperonistas son más peronistas que Perón) no Brasil os ‘liberais’ são mais socialistas do que Marx?

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