PERCIVAL PUGGINA.
Oh, Paulo Freire, vem dar uma olhada no estrago! Os dados da violência no universo educacional (é a exata expressão usada pelos autores da matéria), se referem apenas aos casos em que os atos praticados geraram BOs, ou seja, boletins de ocorrência policial. Não incorrerá em exagero quem supuser que os números reais, não levados a registro, são, necessariamente, muito maiores. Eis os números computados:
• 23.930 atos de indisciplina em sala de aula,
• 4.861 atos de violência física entre alunos,
• 4.811 agressões verbais a professores e funcionários,
• 1.275 depredações ou pichações dentro da escola,
• 294 casos de posse ou tráfico de drogas,
• 199 agressões físicas a professores ou funcionários.
Não, não são números referentes a todas as escolas, nem cobrem um ano
letivo inteiro. Os dados foram coletados em apenas 1255 colégios
estaduais (menos da metade da rede) e informam ocorrências relativas a
seis meses letivos (dois últimos de 2015 e quatro primeiros de 2016).• 4.861 atos de violência física entre alunos,
• 4.811 agressões verbais a professores e funcionários,
• 1.275 depredações ou pichações dentro da escola,
• 294 casos de posse ou tráfico de drogas,
• 199 agressões físicas a professores ou funcionários.
A matéria nada diz quanto às questões de aprendizado. Mas deixemos isso para lá pois não é bem o que interessa numa pedagogia que atribui significado máximo à tal "construção da cidadania". É ela que ganha vida nesses números.
EXTRAÍDADEPUGGINA.ORG





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