MIRANDA SÁ
“Acertar o futuro não é adivinhação, é saber estudar o passado” (RQCavalcante)
É
inato às pessoas humanas a preocupação e curiosidade com o futuro, o
que multiplica nas editoras e livrarias títulos sobre a “futurologia”.
Os livros vão do milenar I Ching às projeções do psicanalista Gustav
Jung.
Desde
a mais longínqua antiguidade, o desejo de conhecer o imprevisível faz
proliferar adivinhos, astrólogos, oráculos, pais-de-santo, pitonisas e
videntes que prometem fazê-lo por meio de práticas estranhas.
Baralho
cigano, búzios, folhas de chá, traços na areia, vísceras de animais
sacrificados, voo de pássaros, enfim, centenas de meios naturais (e
sobrenaturais) são usados para projetar fatos porvir, o destino, a
sorte, acontecimentos econômicos, sociais e políticos, sejam por
participação pessoal ou coletivo.
As
consultas exigem disposição em perguntar a si mesmo, e muitas vezes o
que se quer saber já é presumido pelos sentidos, sem que isto seja
explicado. A ciência afirma que há sentidos cerebrais ainda
desconhecidos ou inexplorados, e os espíritas explicam tal percepção
através da mediunidade.
Fala-se
muito em “sexto sentido” que reside na imaginação popular, e, é verdade
que há pessoas que são mais sensíveis que a maioria, mas essa
“sensibilidade” não funciona quando se trata de descobrir os números que
premiarão a loteria…
Se
depende de nós imaginar o que está por vir temos que agir com
inteligência, procurando conhecer a realidade através de fatos
concretos. É o que ocorre agora no Brasil com este salto no escuro para o
futuro. Sabemos que o reinado da corrupção está chegando ao fim, mas há
sempre barreiras que parecem insignificantes, entretanto podem criar
desvios no que fazemos ideia.
Sabemos,
por exemplo que no julgamento do impeachment que ocorre no Senado, a
derrota de Dilma é praticamente inevitável; todavia quem preside o
processo é o presidente do STF, Ricardo Levandowski, imprevisível pelas
íntimas ligações com Lula e o PT.
E
o STF é uma instância de que podemos duvidar a isenção. O aparelhamento
dos tribunais superiores é inegável. É do conhecimento geral que como
Levandowski há outros ministros comprometidos com o sistema bolivariano.
Houve até um ministro do STJ escolhido a dedo para intervir na Lava
Jato.
Dessa
maneira, pelo envolvimento de juízes togados não dá para adivinhar o
que sairá de suas cabeças. Resta-nos acreditar na pressão dos promotores
e juízes federais e, principalmente da força do povo.
Por
uma questão lógica não se pode desprezar o trabalho investigativo
realizado pela Polícia Federal e o Ministério Público, denunciando
centenas de corruptos envolvidos nos escândalos da Petrobras,
Eletrobrás, Correios e fundos de pensão.
Não
será uma loteria o que os brasileiros e brasileiras esperam,
consultando a si mesmo que destino terão os assaltantes do patrimônio
nacional. Ou o Brasil desperta para a conjuntura trágica que atravessa
ou afundará na lama da corrupção promovida pelo lulo-petismo.
O
que nos impõe a situação é desprezar o charlatanismo e os artifícios e
não procurar decifrar o futuro baseado no frágil aparelhamento do STF ou
nas maquinações do corrupto Renan Calheiros, mas investir na força do
povo.
Não
é preciso adivinhar: O PT não passa de uma sucata, o quadrilheiro Lula
não tem para onde correr, e Dilma é o retrato do fracasso; cabe-nos,
portanto, não pensar em adivinhação, mas no enterro dos malefícios
criminosos deles… Voltemos, pois, às ruas exigindo uma justiça boa e
perfeita.
EXTRAÍDADETRIBUNADAIMPRENSA





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