De que ri Maduro um dia após ter chorado em cadeia de televisão a morte
de seu chefe e melhor amigo? Ri de felicidade por ter conseguido dar um
criminoso golpe de Estado na Venezuela.
O
mundo inteiro parou, e não se fala noutra coisa desde o dia 5, quando
foi oficialmente anunciada a morte de Chávez. Tenho pouco a comentar
sobre isso pois, como venho dizendo há tempo, minha principal
preocupação é a situação política do país, governado por usurpadores,
verdadeiros urubus se refestelando na carniça de um defunto ainda quente
e brigando pela repartição do botim.
Toda
a trajetória desse déspota sanguinário foi marcada pela mentira e
ocultação de fatos que deveriam ser do conhecimento dos venezuelanos,
desde seus atos em vida - sobretudo como e com quem gastava a fortuna
oriunda do petróleo -, passando pela sua doença e finalmente sobre sua
morte. O chefe da guarda presidencial de Chávez, general José Ornella,
anunciou que ele morreu em conseqüência de “um enfarto fulminante”.
Segundo Ornella, Chávez “não podia falar, mas disse com os lábios: ‘eu
não quero morrer, por favor, não me deixem morrer’, porque ele queria
muito a seu país, se imolou por seu país”.
Quem assistiu à declaração de Nicolás Maduro viu quando ele chorou emocionado ao informar que Chávez havia morrido. No entanto, a foto abaixo tirada ontem no velório, mostra-o em companhia de Evo Morales onde ambos sorriem de forma absolutamente inadequada a um velório. De que ri Maduro um dia após ter chorado em cadeia de televisão a morte de seu chefe e melhor amigo? Ri de felicidade por ter conseguido dar um criminoso golpe de Estado na Venezuela, com a anuência de TODOS os países pertencentes à ALBA, Foro de São Paulo e OEA, pois na reunião emergencial havida em 10 de janeiro naquele órgão, o único a apontar o crime constitucional que se estava cometendo foi o embaixador do Panamá, Guillermo Cochez, o que acabou lhe custando a exoneração do cargo.
Vale a pena revisar o que vem ocorrendo desde que Chávez deixou o país em 11 de dezembro de 2012:
1.
No dia 10 de janeiro de 2013 encerrava-se um período presidencial e
começava outro. Nesta data, Chávez deveria se juramentar e nomear seu
novo vice-presidente, o que não ocorreu dada a sua impossibilidade
física. Numa atitude claramente ilegal e inconstitucional, a presidente
do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) Luisa Estella Morales decide que,
como houve uma re-eleição, se poderia “estender” o prazo até que Chávez
estivesse em condições;
2.
Com este golpe, dona Luisa Estella além de ratificar Maduro no cargo de
vice-presidente, ratificou também o seu próprio cargo e dos demais
membros do governo como ministros, embaixadores, comandos militar, etc.;
3.
Considerando que esta atitude fosse legal, a sentença da Sala
Constitucional agora fica vencida com a morte de Chávez,
caraterizando-se sua “ausência absoluta e definitiva”;
4.
Conforme reza a Constituição Nacional em seu Art. 233, o cargo de
presidente da República fica legalmente vacante devendo assumi-lo o
presidente da Assembléia Nacional, Diosdado Cabello, e novas eleições
devem ser convocadas em 30 dias, uma vez que Chávez morreu sem tomar
posse. Portanto, todos os cargos ocupados atualmente expiraram, perderam
a validade;
5.
Conforme reza também a Constituição, como “Presidente Encarregado”
Maduro não se inabilita a concorrer às eleições mas como vice-presidente
ele não poderia, teria que renunciar, mostrando claramente uma jogada
política planejada desde que Chávez concorreu às últimas eleições,
SABENDO que não viveria para tomar posse! Assim, ele garantiu - por
ordem dos ditadores Castro - a perpetuação de seu projeto
revolucionário, e através desses mesmos ditadores é que Maduro vem
tomando as atitudes mais espúrias e ilegais num país sem lei. Tudo fora
planejado para que Diosdado Cabello NUNCA assumisse o cargo que
constitucionalmente lhe cabia, pois os Castro temiam perder as regalias
que recebem e que Cabello, que goza de prestígio no meio castrense,
levasse os militares a uma sublevação.
A doutora Blanca Rosa Mármol de León, ex-magistrada da Corte Supre de Justiça venezuelana e cuja aposentadoria foi “apressada” pela presidente do TSJ, deu uma entrevista a Pedro Corzo da Radio Martí, e confirma todas as denúncias que eu já vinha fazendo desde fins do ano passado e começo deste. Ouçam aqui:
Há
muitos países dependentes dos petro-dólares venezuelanos, a começar por
Cuba, que nesses 14 anos recebeu aproximadamente 5.000 milhões de
dólares em petróleo, dinheiro e serviços. Do mesmo modo, bandos
criminosos, como as FARC, teriam recebido além de apoio logístico dentro
da Venezuela onde possuem propriedades, identidades venezuelanas, além
de facilidades no “comércio” da droga. E não preciso citar a Bolívia,
Nicarágua, Equador, Argentina, Paraguai e Uruguai, por isso todos choram
a morte de seu ídolo. Sobre a fortuna expropriada em prol de sua
família e dos irmãos Castro, sugiro a leitura deste artigo muito revelador.
E para encerrar esta edição de hoje, o Notalatina
mostra, através da foto abaixo, que Nicolás Maduro já estava em
campanha, talvez incentivado pelo próprio Chávez, quando o nomeou e
pediu ao povo que votasse nele desde o ano passado. O cartaz abaixo
mostra Maduro e Chávez juntos, uma jogada de marketing muito usada para
associar um candidato a outro, sobretudo os populistas o que garante os
votos de um para o outro. Cansamos de ver isso aqui no Brasil. E isto já
devia estar pronto há tempo porque propaganda impressa não se faz da
noite para o dia, teve de ser planejado, testado e impresso.
Temo
e me preocupo com o destino da Venezuela em mãos de bandidos perigosos e
armados, pois vai-se convocar eleições mas a oposição está
completamente fragmentada, desiludida, cansada de tanta traição e sem um
líder visível, pois Henrique Capriles tem se esmerado em mostrar que
não passa de um socialista demagogo, que vai perder sem resistência
alguma para um ex-motorista de ônibus ignorante, sem traquejo político
nenhum e que, por isso mesmo, foi o candidato escolhido a dedo por Raúl e
Fidel Castro. E ele já deu provas incontestes nesse período de ausência
de Chávez, fazendo tudo, até a morte do ditador bolivariano, como
determinavam os “senhores da ilha”. Que a Virgem de Coromoto proteja os
venezuelanos de bem, e não permita que se consolide uma ditadura
comunista de direito e de fato na Venezuela. Fiquem com Deus e até a
próxima.
http://notalatina.blogspot.com.br/








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