MIRANDA SÁ
Já
falei aqui, em vários artigos e mensagens do Twitter, da minha
admiração por Bertrand Russell; e para falar sobre o futuro nos dias
endemoniados que vivemos, lembro que ele, ao seu tempo – época em que
dominava o medo de uma guerra nuclear que ameaçava a existência da vida
humana– fez uma projeção futurológica.
Falou
Russel sobre as ameaças ao sistema ecológico, com a natureza relegada
ao segundo plano pelas sociedades sob domínio de um complexo industrial.
Com sutileza de raciocínio, ele disse que basta que se destrua um
elemento do sistema ecológico para desequilibrar o sistema inteiro. Este
alerta é fundamental para a salvação da humanidade.
Atualmente,
quando assistimos às conferências de cúpula, constatamos que as grandes
potências – que na realidade mandam no mundo – não apresentam simples
alternativas sequer visando interromper o crescente processo de
destruição trazido pelo chamado efeito estufa.
As
grandes potências marcam passo, mas estudam a formação de um comitê
supranacional para combater o efeito estufa, prevenir epidemias e
solucionar o êxodo provocado pelas guerras no Oriente Médio.
Enquanto
isto, a triste figura do Brasil governado pelo PT fica bem atrás, com
sua diplomacia nanica alinhada com ditadores africanos e a pelegada
narco-populista submetendo-se ao encalacrado chavismo da “pátria
grande”.
Aqui,
o desenvolvimento econômico desceu ao subsolo, preso a superadas
políticas estatistas e à idéia geladíssima herdada da guerra fria, de
que o mundo se divide entre o Norte rico e o Sul subdesenvolvido.
Qualquer
leitor de jornal sabe que as desigualdades mundiais são unicamente
culturais. Os países mais avançados instruíram-se pela Educação e
progrediram graças à tecnologia e a organização social; nós ficamos
engessados com a maldita herança do desprezo pelo trabalho.
E
o pior de tudo é que a ignorância aduba o solo, fertilizando-o para que
a erva daninha do populismo germine e floresça produzindo sementes
híbridas pelo cruzamento com a corrupção. Nada mais fácil de ver
acompanhando a história do lulo-petismo.
E
o povo brasileiro está vendo. Não foi por acaso que seis milhões de
pessoas foram às ruas no dia 13 de março, mobilizadas pelas redes
sociais. Acima de legendas partidárias, ideologia, concepções
filosóficas ou religiosas fomos às ruas revoltados com a estreiteza do
PT-governo, do despreparo de Dilma e da desonestidade flagrante de Lula.
Adotando
o princípio de roubar o máximo no menor tempo possível no seu
imediatismo, a hierarquia petista, sonha com carros de luxo,
apartamentos triplex e sítios de cinema. Os comissários que ainda não
estão na cadeia, continuam no governo, desesperados, mas se segurando
para não perder as oportunidades de faturar que o poder oferece.
Para
se salvar agarram-se aos métodos mais imorais – e alguns ilegais – para
salvar os corruptos do partido denunciados pela Lava Jato, como é o
caso de Lula, na possibilidade de ser nomeado ministro para escapar da
Justiça comum.
Os
milhões de patriotas da onda verde-amarela que cobriu o País ganharam,
sem dúvida, o combate do dia 13. Conquistou-se uma vitória; mas temos
diante de nós outras batalhas. Para o domingo passado, estudamos
estratégia com Sun-tzu, Maquiavel e Clausewitz; mas olhando o futuro
vamos relembrar a prédica do padre Antonio Vieira relativa ao tempo. A
nossa vitória no presente foi fruto da nossa organização do passado e
nos fortalece para conquistar o futuro.
EXTRAÍDADATRIBUNADAIMPRENSA





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