Com Blog do Josias - UOL
Ao cercar-se de suspeitos e de seus prepostos, Temer jogou óleo na
própria pista. Agora, derrapa constantemente num instante em que se
esperava que exibisse um itinerário confiável. Em entrevista,
o ministro Eliseu Padilha declarou: “Na Lava Jato, se aparecer alguém
do governo, já se sabe qual a posição do presidente: é que a pessoa
deixe a equipe.”
Desse modo, acredita Padilha, o governo “não será atingido diretamente
de nenhuma forma, fica preservado.” O raciocínio de Padilha é manco e
ilusório. É manco porque nos dois primeiros desembarques ficou evidente o
desejo de Temer de proteger os auxiliares enrolados. É ilusório porque o
governo já foi atingido. Ninguém nomeia tantos suspeitos impunemente.
Perguntou-se a Padilha: Qual será o legado do governo Temer?
E o
ministro: “…Sair do desajuste fiscal em que nos encontramos e contribuir
para que a corrupção seja erradicada do serviço público.”
De duas, uma: ou Temer guarda na gaveta uma agenda secreta que inclui o
extermínio do seu PMDB ou a ideia de erradicar a roubalheira é apenas
uma evidência do insuspeitado talento de Eliseu Padilha para a comédia.
Agora mesmo, o governo articula a entrega do comando da Eletrobras a um
apadrinhado de Renan Calheiros.
extraídaderota2014blogspot





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