José Anibal: Com Blog do Noblat - O Globo
O impeachment é resultado da extraordinária mobilização dos brasileiros.
Nas ruas, nas redes, em todo lugar. Na capital do Estado de São Paulo, a
reunião espontânea na Avenida Paulista de cerca de 300 mil pessoas,
vindas de todo o Brasil para acompanhar ali a votação, foi
impressionante e reveladora do quanto é profunda a motivação por
mudanças. Em Brasília, o bloco da mudança teve muito mais frequência
(espontânea) que a banda do atraso. Mudança que não comporta jogo de
cena. Mudança para consumar o acolhimento do impeachment pelo Senado sem
manobras regimentais, como ficou decidido no começo da noite de ontem
quanto à instalação da comissão. Mudança para nos propiciar o que não
temos hoje: um governo. Um novo governo, em real sintonia com os
sentimentos fortemente convergentes com o propósito de tirar o Brasil da
crise.
Do que restou de Dilma e do lulopetismo, o que vemos é vergonhoso.
Aferrados ao poder, definitivamente incapazes de qualquer gesto - não de
grandeza que seria inútil esperar, mas de piedade com o País que
quebraram e pilharam -, estão raivosos. Ameaçadores, aparentam ignorar
por completo o desastre em que mergulharam o País. Seus seguidores, tal
como uma seita, encabeçada por Dilma, repetem a todo momento: “o inferno
são os outros”. Dilma, patética, investe toda energia na menção aos
ventos que não conseguiu armazenar e atingiram seu governo: crise
internacional, commodities em baixa, queda nos preços do petróleo,
desafios que triunfaram sobre a incompetência e o desgoverno do PT.
Delirante, mas ainda autocrática e arrogante, Dilma é a imagem de quem
chegou ao fim da linha na vida pública e deixou como legado apenas um
rastro de terra arrasada.
Levantamento feito pelo Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos e
formação política do PSDB, com base em dados e estimativas oficiais
disponibilizados pelo Banco Mundial, Organização Internacional do
Trabalho (OIT) e pelo site de relacionamento internacional Trending
Economics mostra que o Brasil é o país que mais desemprega no mundo!
Repetindo: o Brasil foi o país que mais gerou desempregados em todo o
mundo em 2015: 2,7 milhões de novos desempregados. Ao longo dos doze
meses de 2015, o total de desempregados passou de 6,4 milhões para os
9,1 milhões registrados no último mês de dezembro, de acordo com a Pnad
Contínua, do IBGE. O estudo considera todos os países da União Europeia,
os membros da OCDE, as economias mais desenvolvidas e os países da
América do Sul, exceto a Bolívia. Nos três primeiros meses deste ano,
centenas de milhares de trabalhadores foram mandados para o olho da
rua. O mais assustador é a estimativa da OIT de que 1 em cada 3 novos desempregados no mundo em 2016 virá do Brasil!
O desemprego é demolidor num país que anda para trás.
Dilma quer ser vítima. É algoz. Faz terrorismo sobre seu iminente
impedimento. Encarcerada em seu Palácio, desdenha do sofrimento da
população, e ainda quer agravá-lo. Não há esperança. Há desagregação,
pobreza, humilhação.
Dilma quer passar a ideia de que está sendo golpeada pelas pedaladas.
Pedaladas quem faz é Robinho. Ela é que não para de nos golpear com
crime de toda natureza: fraude, falsidade, maquiagem das contas públicas
para enganar, esconder dos brasileiros que, de pedalada em pedalada,
conduzia o país ladeira abaixo: campeão mundial do desemprego.
Dilma/desemprego 7, Brasil 1. Seus apaniguados que infestam e corrompem a
máquina pública ou se locupletam com dinheiro desviado sob os mais
diversos patrocínios, não estão nem aí. São seu “exército”,
desenvernizado, desmoralizado e lambuzado, mas com as burras cheias o
suficiente para curtir a vida numa boa e ignorar os desempregados.
O momento agora é de restabelecer a confiança. Ser confiante sobre o que
vai acontecer em seguida a Dilma e ao lulopetismo, é acreditar na
extraordinária capacidade de mobilização dos brasileiros. Daí certamente
virá a vitalidade necessária para um arranjo político e social, com
base em compromissos e ações que vão da manutenção da autonomia das
investigações em curso, especialmente a Lava Jato, a credibilidade e
confiabilidade para a retomada dos investimentos e recuperação do
emprego. Para deixarmos definitivamente associado ao lulopetismo, como
estigma e sinônimo, o legado de ter nos levado ao pódio do nefasto
campeonato mundial do desemprego.
extraídaderota2014blogspot





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