Deu em O Tempo
Segundo o ministro, trata-se de uma tentativa do assessor de Delcídio do Amaral de “induzir esse assunto”. Mercadante leu trechos em que, segundo ele, deixam claro na conversa que não tem intenção de interferir na delação.
Mercadante disse ainda que vai manifestar à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a disponibilidade de esclarecer o fato. O ministro disse que tomará providências legais contra o assessor.
AJUDA FINANCEIRA
Com a entrevista, o ministro da Educação tentou se defender em relação à delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). O parlamentar afirmou que Mercadante tentou barrar a colaboração dele junto à Procuradoria Geral da República (PGR), inclusive com uma suposta ajuda financeira.
Segundo Mercadante, a gravação que está anexada na delação que foi homologada é uma versão ‘editada’ da conversa que ele teve com o assessor de Delcídio, o jornalista José Eduardo Marzagão.
Mercadante afirmou que procurou o assessor de Delcídio para oferecer uma ajuda ‘pessoal’, um contato afetivo, diante de dificuldades que o senador estaria passando, especificamente em relação à ameaças que suas filhas estariam recebendo na internet.
“A responsabilidade é só minha, a iniciativa foi minha”, disse Mercadante, numa referência à reunião que fez com um assessor de Delcídio e que acabou integrando a delação do petista.
DEU NA VEJA
A conversa foi revelada nesta terça-feira pela revista “Veja”. Mercadante rebateu a reportagem e disse que ela omitiu trechos. “Eu disse claramente, está no áudio: ‘Não tenho nada a ver com a delação do Delcídio. Minha preocupação é zero. Não estou nem aí se vai delatar ou não. Está em 12 minutos e 15 segundos de transcrição”, disse.
Ele leu trechos do áudio obtido por “Veja” e repetiu várias vezes uma parte em que diz que “não tem nada a ver” com a defesa do senador. “Eu disse que só dá para fazer coisa na legalidade, na transparência. Vocês querem algo mais explícito do que isso? Eu só chamei para fazer um gesto para a família e ele foi induzindo a conversa para uma outra pauta.”
Mercadante negou que tenha disposição em deixar o Ministério da Educação. “Enquanto tiver a confiança da presidente Dilma, ficarei.”
O ministro afirmou que está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê, Mercadante seguiu a trilha do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, que alegou terem editado a gravação do voto que ele manipulou no julgamento do rito do impeachment. Como se sabe, no caso de Barroso, ficou provado que era mentira, a gravação não fora alterada. No caso de Mercadante, cabe a ele exibir as duas gravações, para que sejam confrontadas, mas não o fará. Ele é uma espécie de versão política do advogado Barroso. (C.N.)
EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET





0 comments:
Postar um comentário