Jornalista Andrade Junior

segunda-feira, 14 de março de 2016

Impeachment, a saída menos traumática.

 Gen Bda Paulo Chagas

A minha avaliação sobre a situação da luta empreendida pelo Brasil para livrar-se do PT, mal do qual foi acometido há 13 anos, é positiva quando a faço sob o prisma do desgaste sofrido pela moléstia. As condições para a conquista do nosso objetivo principal (Fora Dilma/PT) estão cada dia mais favoráveis, ou seja, na medida em que tudo vai mal e cada vez pior as possibilidades de resistência da doença são menores.O mundo todo, por intermédio do mercado, nos manda esta notícia. As bolsas sobem e o dólar cai a cada desgaste do governo. Basta ver as consequências da interpelação do cidadão Lula da Silva, até há poucos dias endeusado por alguns como um ser acima da lei e de todos.
A ação da Lava Jato sobre o Cafajeste Mor, auto intitulado de “jararaca”, deu-lhe mídia e oportunidade para espernear e mostrar-se como vítima da burguesia invejosa e, pior, deu-lhe ocasião para insuflar irresponsavelmente as bases insanas que ainda o apoiam, seja por ignorância, seja por temor da verdade. Preferia tê-lo visto curtir mais um pouco a ansiedade da chegada da sua hora, como devem sentir-se os condenados a espera do cumprimento da pena.
Não há mais argumentos capazes de proteger o governo, o PT e o Lula. Veja-se o prestígio da Lava Jato e do Juiz Sérgio Moro, o embargo do STF ao novo Ministro da Justiça, a autorização para continuar as investigações sobre Lula, a mudança de atitudes de “aliados” no STF, as delações do Delcídio e do ex-presidente do PP e, agora, parece, do já condenado Marcelo Odebrecht, entre outros indicadores. Quanto mais se mexe nessa massa, mais ela fede e não há como esconder o fedor!
O impeachment vai crescer de importância e de força após o 13/03 e esta ainda me parece a melhor e menos traumática linha de ação, na medida em que, sem mudanças mais significativas na estrutura institucional do País,– independente do prosseguimento da Lava Jato - coloca o maior dos partidos na condição de ser o responsável pelo que acontecer ou deixar de acontecer na República. Isto deverá acalmar o mercado e dar início ao processo de abertura dos paraquedas antes de chegarmos ao fundo do poço!
Michel Temer sabe que depende das ruas e das FFAA para garantir a governabilidade após a saída da Dilma e do PT e, se não for burro, saberá ouvi-las e prestigiá-las na medida das necessidades e das disponibilidades nacionais.
Os militares já deixaram claro que não vão aceitar qualquer alternativa fora da legalidade, daí a importância de que sejam seguidos irrestritamente os ritos da lei e que a solução seja a mais simples.
A substituição natural da "Chefa" pelo seu "Subchefe" deverá manter a situação da ordem sob controle, mesmo com estremecimentos pontuais mais ou menos graves, já que os militares serão os garantidores do poder e da paz social e suporte à tomada das decisões politicamente incorretas que se fazem necessárias, particularmente com relação aos ditos movimentos sociais e sindicais e ao seu pouco provável apoio externo.
A reação do mercado fará o resto, isto é, mostrará aos menos ignorantes e minimamente honestos que o processo de reversão terá começado.
A presença mais ostensiva dos militares na sustentação da lei e da ordem deverá arrefecer os ímpetos, embora, possivelmente, venha a ser necessário arrestar alguns desordeiros e exaltados para assegurar o cumprimento das regras do jogo e para mostrar que o Brasil está mudando para melhor.
De qualquer forma, durante o período de governo de transição, seja ele qual for, teremos que colocar na mesa e nas ruas, com clareza e veemência, as nossas exigências para o que virá em 2019.
“Um choque de valores terá de vir da sociedade, ser aplicado nela própria, assimilado pelas famílias e adotado por um sistema educacional moral e profissionalmente depurado, desideologizado e recuperado, capaz de gerar cidadãos íntegros e cientes de que liberdade sem disciplina esgarça o sistema social”. (Gen Bda Luiz Eduardo Rocha Paiva)
É o que penso e que espero que aconteça.
Gen Bda Paulo Chagas

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