AGUIRRE TALENTO MÁRCIO FALCÃO Folha de São Paulo
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta
quarta-feira (16) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode
continuar a ser investigado pelo juiz federal de Curitiba, Sergio Moro,
caso o Supremo entendesse que sua nomeação como ministro da Casa Civil foi apenas para fugir da primeira instância.
Mendes disse que essa é uma questão "que merece meditação do tribunal" e
citou o exemplo do ex-deputado Natan Donadon, condenado à prisão por
desvios de recursos públicos, que renunciou ao cargo às vésperas do
julgamento para tentar escapar do foro do STF.
O ministro do Supremo comparou a situação à de Lula. "Se o tribunal,
numa questão de ordem, chegasse à conclusão de que para esses fins [de
mudança de foro] a nomeação não é válida, mantém-se o processo no âmbito
do primeiro grau", disse.
E ainda citou um exemplo hipotético: "Imaginem que daqui a pouco a
presidente da República decida nomear um desses empreiteiros presos em
Curitiba como ministro de Transporte ou da Infraestrutura. Nós passamos a
ter uma interferência muito grave no processo judicial, precisamos
meditar sobre isso".
Questionado se a situação de Lula não seria diferente por não estar
preso, Gilmar Mendes rebateu: "Mas está sendo investigado, não é? Está
sendo investigado como chefe desse grupo".
Outro ministro afirmou à Folha, sob condição de anonimato, que a
investigação sobre Lula deve subir automaticamente para o Supremo e que a
discussão agora será se outras pessoas envolvidas, como os familiares
do ex-presidente, seriam investigados também no Supremo ou continuariam
na primeira instância com o juiz Moro.
extraídaderota2014blogspot




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