Jornalista Andrade Junior

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

VANDALISMO ANDA À SOLTA

por Luiz Carlos Da Cunha

Ao despedir-se da presidência, a senhora Roussef, dirigindo-se à nação, martelou na tese do “golpe”, e com tal virulência, só comparável a de seu criador quando prometeu “incendiar” o país se sua pupila fosse defenestrada da presidência pelo julgamento parlamentar. A mesma linguagem bélica foi ouvida em pleno Palácio do Planalto, saída da garganta do líder do MST - “armas na mão”. Coerentes no concitar ao terrorismo urbano, qual se viu em várias capitais. Tome-se o último movimento de São Paulo como objeto representativo do modelo disperso noutras capitais: o encontro entre a baderna e a Lei. Na avenida Paulista evidenciou-se maior, mais destrutivo, mais armado e bem planejado. Surpreende o fato de tais manifestações delituosas, sempre começando pacíficas, evoluindo em minutos de caminhada, à arruaça irrepressível. Elas são anunciadas em dia e hora e vem se repetindo há anos. Conforme temos assistido, estes movimentos não desempenham comportamento civilizado e democrático. São agressões à urbanidade. A arruaça anunciada impunha à autoridade precaver-se, equipada de plano estratégico de combate de rua.
As imagens televisivas mostram – sempre - as forças policiais a reboque da trupe devastadora. Sobra o rastro da destruição de bens públicos e privados. Os mascarados apedrejam e castigam a polícia ao choque dos rojões, torneando as labaredas atiçadas na rua. Procissão diabólica e sinistra que se dissolve impune pelas vielas adjacentes.
Um grupo de moços descontentes destrói a viatura policial; outra expulsa os passageiros e incendeia o ônibus. Tudo sob o olhar contemplativo dos policiais. A inação escandalosa dos soldados certamente deve-se a ordem superior. O mais grave neste descumprimento do dever. O plano da autoridade resume-se em dispersar os vândalos, quando o certo na técnica militar seria conte-los, cercá-los, conduzi-los, identificá-los e processá-los na forma da lei. Primar o objetivo imperioso de evitar o crime. E não desfilar na cauda dos arruaceiros desnudando a cena ridícula da humilhação da autoridade e da democracia.













extraídadepuggina.org

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