por Luiz Carlos Da Cunha

Ao despedir-se da presidência, a senhora Roussef, dirigindo-se à
nação, martelou na tese do “golpe”, e com tal virulência, só comparável a
de seu criador quando prometeu “incendiar” o país se sua pupila fosse
defenestrada da presidência pelo julgamento parlamentar. A mesma
linguagem bélica foi ouvida em pleno Palácio do Planalto, saída da
garganta do líder do MST - “armas na mão”. Coerentes no concitar ao
terrorismo urbano, qual se viu em várias capitais. Tome-se o
último movimento de São Paulo como objeto representativo do modelo
disperso noutras capitais: o encontro entre a baderna e a Lei. Na
avenida Paulista evidenciou-se maior, mais destrutivo, mais armado e bem
planejado. Surpreende o fato de tais manifestações delituosas, sempre
começando pacíficas, evoluindo em minutos de caminhada, à arruaça
irrepressível. Elas são anunciadas em dia e hora e vem se repetindo há
anos. Conforme temos assistido, estes movimentos não desempenham
comportamento civilizado e democrático. São agressões à urbanidade. A
arruaça anunciada impunha à autoridade precaver-se, equipada de plano
estratégico de combate de rua.
As imagens televisivas mostram –
sempre - as forças policiais a reboque da trupe devastadora. Sobra o
rastro da destruição de bens públicos e privados. Os mascarados
apedrejam e castigam a polícia ao choque dos rojões, torneando as
labaredas atiçadas na rua. Procissão diabólica e sinistra que se
dissolve impune pelas vielas adjacentes.
Um grupo de moços
descontentes destrói a viatura policial; outra expulsa os passageiros e
incendeia o ônibus. Tudo sob o olhar contemplativo dos policiais. A
inação escandalosa dos soldados certamente deve-se a ordem superior. O
mais grave neste descumprimento do dever. O plano da autoridade
resume-se em dispersar os vândalos, quando o certo na técnica militar
seria conte-los, cercá-los, conduzi-los, identificá-los e processá-los
na forma da lei. Primar o objetivo imperioso de evitar o crime. E não
desfilar na cauda dos arruaceiros desnudando a cena ridícula da
humilhação da autoridade e da democracia.
extraídadepuggina.org
0 comments:
Postar um comentário