Marcelo Rodrigues, presidente da CUT-RJ, escancarou: a greve geral
dos bancários, deflagrada em 06/09/16, tem por objetivo "incendiar o
país contra Michel Temer". Com sua peculiar incapacidade de sentir
constrangimento (característica burilada na personalidade dos que são
amestrados para serem "revolucionários"), ele proclamou: "Eu tenho o
maior orgulho de estar na assembleia que vai dizer que nós vamos mudar o
rumo desse país. E que esses golpistas de merda vão ser relegados ao
lixo da história."
Ora, "mudar o rumo desse país" é só mais um
clichê vulgar, como tantos outros que compõem o repertório de palavras
de ordem usado pela banda raivosa da esquerda. De qualquer modo, não é
coisa de se "deixar pra lá". Com efeito, é indispensável compreender
qual é o "rumo" para o qual a Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer
empurrar o Brasil.
Já não é segredo que a meta da CUT é
implantar o socialismo no país. Antes, seus militantes ainda escondiam
suas verdadeiras intenções. Hoje, não. Também não é mais segredo que a
CUT faz parte do nefasto Foro de S. Paulo - muito embora boa parcela dos
que engrossam as "manifestações" da CUT ainda negue a existência do tal
Foro, dizendo que é tudo "teoria da conspiração". Uns negam de má-fé,
mas outros por genuína ignorância.
Rumo infeliz
O país em
que mais amplamente foram concretizadas as diretrizes do Foro de S.
Paulo (o socialismo bolivariano) é a Venezuela. Como ficou? De uns
quantos anos para cá, embora tendo as maiores jazidas de petróleo do
mundo, a Venezuela enfrenta uma carestia que não cessa de piorar: faltam
alimentos, remédios, produtos de higiene e limpeza - itens mínimos de
subsistência vão desaparecendo e agravando o desespero da população.
Indissociável do desastre político do chavismo - regime que afronta as
liberdades individuais, que persegue, aprisiona e tortura opositores,
que impede a atuação da imprensa, que traz o judiciário e o ministério
público a cabresto -, a tragédia econômica da Venezuela (com a mais
elevada inflação do mundo, em torno de 700%) é bem retratada na falta de
caixões para enterrar os mortos. Desde 2014, o alto custo e a escassez
de materiais vêm obrigando a indústria a fabricá-los de madeira barata e
até de papelão. Ainda assim o preço é cada vez mais proibitivo para as
condições dos venezuelanos. Há famílias que alugam caixão apenas para o
velório, devolvendo-o depois para reaproveitamento. Quem não pode,
enterra o parente em caixão de papelão.
Persistência no rumo do desastre
"A greve é por tempo indeterminado. Vamos para luta, convocando mais do
que bancários e bancárias, todos os trabalhadores, a vir para rua para
dizer 'Fora, Temer'", diz Marcelo Rodrigues, simulacro de Mussolini.
Por todo o Brasil, há um sem-número de sindicatos filiados à CUT, que
usam os trabalhadores como massa de manobra para (a) infernizar a vida
de qualquer governo que não seja socialista e (b) favorecer políticos de
extrema-esquerda. Em 2016, professores municipais de Porto Alegre (além
doutros servidores) fizeram uma greve de 38 dias. Para quê? Para
alavancar a candidatura da comunista Luciana Genro (por sinal, defensora
do regime venezuelano). Quem responderá pelo prejuízo de milhares de
estudantes da rede municipal que ficaram sem aulas por 38 dias (o que
jamais será devidamente recuperado)? Para a CUT e seus vassalos isso não
importa: os fins justificam os meios.
Também em 2016, o CPERS -
sindicato que congrega professores da rede estadual gaúcha - realizou
uma longa greve, a exemplo do que fez nos 36 anos anteriores. Sim, desde
1979, não houve um ano em que o CPERS não tenha feito greve. É certo
que sua agressividade arrefeceu nos governos do PT. Nos demais, tem sido
flagrante seu empenho em subverter a ordem. Ainda que possam ter
reivindicações legítimas, Professores prestam-se como massa de manobra, e
o resultado é UM VERDADEIRO GENOCÍDIO CULTURAL!
Jamais os alunos
recuperam efetivamente os dias de aula perdidos. Que Estado da
federação terá um índice de analfabetos funcionais tão alto quanto o do
Rio Grande do Sul?
É o "rumo", a "luta", as "conquistas", é o
cenário que os socialistas estão engendrando no país. É a indisfarçável
tentativa de venezuelizar o Brasil.
Oh, a nossa cordialidade...
Mas esses vândalos ideológicos não são tão numerosos assim. Como
conseguem, então, fazer tanto estrago? Ora, maior é o número das pessoas
que, embora rejeitando as práticas abusivas da CUT, não adotam nenhuma
atitude concreta de repúdio. Fica, pois, muito fácil: o caminho dos maus
é pavimentado com a omissão dos bons. Fazer o quê?
* Psicólogo e Bacharel em Direito.




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