Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

VOCÊ PODE RESPONDER ÀS PERGUNTAS DO TEXTO?

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

“Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade". Nelson Rodrigues.Ao assumir a presidência da República, em 2011, Dilma Rousseff declarou no discurso de posse: “minha geração veio para a política em busca da liberdade, num tempo de escuridão e medo. [-] Aos companheiros que tombaram nesta caminhada, minha comovida homenagem e minha eterna lembrança”. Ora, foram os regimes socialistas cubano, soviético e chinês maoista, regimes canalhas, repetindo Nelson Rodrigues, que doutrinaram, prepararam, orientaram, financiaram e eram as visões de futuro dos grupos armados como os que Dilma Rousseff integrou. Já que ela se declarou socialista em entrevista à Folha de São Paulo em 2010, é lícito considerar que tenha como ideal um regime totalitário, que permite apenas um partido, impede a alternância de poder, suprime as liberdades fundamentais, centraliza a economia, elimina a liberdade de mercado, aboli o direito de propriedade, controla ou assume os meios de produção e elimina a liberdade de imprensa. Qual é o conceito da Presidente sobre democracia e liberdade, se o socialismo é um regime liberticida por natureza?

O regime dos sonhos de Dilma Rousseff ainda não foi adotado no País, embora o seu governo e o PT tenham o propósito de implantá-lo e muitas de suas políticas sigam essa linha ideológica. Você acha que a adesão às estratégias revolucionárias gramcistas do Foro de São Paulo, a admiração por ditadores como os irmãos Castro, o apoio a tiranetes como Maduro e as reverências ao regime totalitário cubano e ao socialismo bolivariano da Venezuela combinam com alguém que ama liberdade e democracia?
Você cre, então, que a Presidente e seus companheiros socialistas de luta armada buscavam implantar liberdade e democracia no Brasil?
Quando Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff avalizou o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3), ao levá-lo à assinatura do então Presidente Lula após análise na Casa Civil em 2009. O texto preconiza o controle social em todos os setores da sociedade, inclusive na mídia, por meio de conselhos (soviets tupiniquins), evidentemente, a serem aparelhados pelo PT. Além disso, quando era candidata a Presidente em 2010, o programa de governo elaborado pelo PT, em fevereiro daquele ano, também preconizava o controle externo da mídia. Se Dilma Rousseff se declara contra a censura à imprensa, por que deixou passar tais propostas nos dois programas mencionados? Como o programa de governo do PT, nitidamente socialista, seria eleitoralmente danoso foi substituído quatro meses depois por outro mais palatável[5]. Por que a espera de quatro meses? Será que a candidata não tinha conhecimento das propostas do programa?
Voltemos ao PNDH3. Ele preconiza a revisão da Lei de Anistia[6] para punir apenas os agentes do Estado, que tenham violado direitos humanos no combate à luta armada, mas não os militantes da esquerda revolucionária. Ao ser lançado o PNDH3, a então ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, dizia que as violações praticadas por agentes do Estado eram imprescritíveis e eles poderiam ser julgados a qualquer tempo[7]. Argumento sem base, pois a Constituição Federal (Art. 5º, incisos XLII e XLIV) só considera imprescritíveis no Brasil, a partir de 1988, o racismo e o conluio armado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. Quanto a acordos internacionais, o Brasil não aderiu ao Tratado de Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e Contra a Humanidade, de 1968, e isso seria inviável, pois o Art. 5º da Constituição é cláusula pétrea e seus incisos só podem ser alterados por uma nova Assembleia Constituinte. Dilma Rousseff avalizara o PNDH3 em 2009, com a proposta de revisão da Lei de Anistia, mas mudou de posição, posteriormente, em 2014, ano eleitoral[8].
A Lei da Comissão Nacional da Verdade (CNV) impedia a participação de pessoas que não tivessem condições de trabalhar com imparcialidade[9], mas determinava que a indicação de seus membros fosse feita pelo Presidente da República. Ora, posteriormente, veio a ser Presidente uma ex-militante da luta armada, exatamente, Dilma Rousseff. Você considera que, nessas circunstâncias, em prol da credibilidade na imparcialidade da CNV, a Presidente deveria ter se declarado suspeita para indicar os membros da Comissão? A CNV foi composta, majoritariamente, por esquerdistas e, coincidência ou não, apenas um deles se posicionou contra a revisão da Lei de Anistia[10]. Por que a Presidente e o Congresso Nacional aceitaram a decisão da CNV de investigar apenas um dos lados envolvidos no conflito investigado - os agentes do Estado - ao arrepio do que previa a Lei aprovada no Legislativo? Você considera que a CNV foi imparcial?
E veio a eleição de 2014. A Presidente candidata dissera em 2013: “Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição---”[11], disposição evidenciada no que foi chamado de “estelionato eleitoral”, em função da propaganda partidária petista que iludiu o povo sobre a situação econômica do País e acusou os adversários de prepararem arrochos contra a população caso vencessem a eleição. Pois este foi exatamente o rumo adotado pelo governo reeleito, logo após o pleito, ao emergir o cenário omitido na campanha eleitoral, hoje considerado a mais grave crise moral e econômica da História do Brasil.
Os governos do PT arruinaram o País. Serão necessários anos de ingentes sacrifícios e forte união nacional para tirar o Brasil do abismo, cabendo à população arcar com o peso do esforço. Você considera a atual cúpula política com autoridade moral e competência para impor sacrifícios à população e conclamar a união nacional em torno de sua liderança para salvar o Brasil? Quem tenha brios só concordará em carregar essa cruz se a atual liderança, moralmente fracassada e desacreditada, for alijada legalmente do poder, pois ela foi responsável pelo descalabro administrativo e pela escalada da corrupção que desmoralizaram o País.
PERMANÊNCIA internet: http://permanencia.org.br/drupal/node/714 (acesso em 01-02-2016).
Agência Reuters Brasil: http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE70009V20110101?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0&sp=true (acesso em 25-01-2016).
Blog Brasil – Liberdade e Democracia: www.brasillivreedemocrata.blogspot.com.br/2010/10/dilma-e-socialista.html (gravada em vídeo). Acesso em 19-12-2015.
UOL – notícias – Opinião: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2016/01/07/projeto-socialista-do-pt-sofreu-um-baque-mas-nao-foi-paralisado.htm. Acesso em 26-01-2016
MORAES, Marcelo de. (Estado de São Paulo – Brasília): http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-apresenta-ao-tse-programa-de-governo-radical-e-depois-recua,576839 (acesso em 26-01-2016)
PNDH3 [Diretriz 25 – Objetivo Estratégico 1 – letra a)]: “revogação de leis remanescentes do período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações”. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm (acesso em 26-01-2016).
Jusbrasil: http://amp-mg.jusbrasil.com.br/noticias/2740103/dilma-desiste-de-revisao-da-lei-da-anistia-para-punir-torturadores (acesso em 28-01-2016).
MONTEIRO, Tânia. (Agência Estado /31-03-2014): http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-diz-que-nao-quer-revisao-da-lei-de-anistia,1147521 (acesso em 26-01-2016).
Lei 2.528/2011 (Art. 2º, §1º, II): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12528.htm (acesso em 28-01-2016).
SAMPAIO, Inaldo. “Folha de São Paulo” é contra revisão da Lei de Anistia. Postado em 12-12-2014. http://www.inaldosampaio.com.br/2014/12/folha-de-sao-paulo-e-contra-revisao-da-lei-de-anistia/ (acesso em 26-01-2016).
Blog Reinaldo Azevedo: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-confessa-nos-podemos-fazer-o-diabo-quando-e-a-hora-da-eleicao-entendi/








extraídadeaverdadesufocada

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