Com O Globo
O volume de vendas do setor de serviços recuou 2,4% na passagem de
setembro para outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)
divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. Frente a outubro do ano passado,
a queda foi de 7,6% — pior resultado para o mês e da série iniciada em
janeiro de 2012. Em 2016, o setor acumula recuo de 5%, enquanto em 12
meses encolheu 5,1%. O cálculo do volume é obtido descontando a inflação
da receita nominal.
A receita nominal também caiu: 1,3% em relação a setembro. Na comparação
com outubro do ano passado, o tombo foi mais forte, de 3,1%. No ano e
em 12 meses, a receita está estagnada.
Na comparação mensal, os serviços prestados às famílias registraram leve
avanço de 0,1%, enquanto transportes, serviços auxiliares dos
transportes e correio caíram 7%. Também ficaram no negativo serviços de
informação e comunicação (-3,1%); serviços profissionais,
administrativos e complementares (-1,9%) e outros Serviços (-0,5%). A
atividades turísticas recuaram 1,3% ante setembro.
O IBGE destacou que, apesar da retração no setor de serviços como um
todo, o segmento de tecnologia da informação, desde abril, cresce
continuamente frente ao mês anterior. O instituto destaca que isso
mostra a característica dinâmica do segmento.
"As empresas vêm retomando a contratação de serviços de informática,
para atender suas necessidades estratégicas, visando manter seus níveis
de competitividade e produtividade. A maior demanda por programas
não-customizáveis vem contribuindo também para esse crescimento,
principalmente no que se refere à produção de games e programas de
computação gráfica para o segmento audiovisual", destaca o IBGE.
O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto
Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da
oferta — formado também por indústria e agropecuária. Primeiro indicador
conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a PMS
inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os
setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o
valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os
imóveis onde moram.
Em 2015, o volume do setor de serviços encolheu 3,6%, o pior resultado
da série histórica iniciada em 2012 e o primeiro a ficar no terreno
negativo.
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