Jornalista Andrade Junior

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Setor de serviços cai 7,6% em um ano e tem pior resultado desde 2012.

Com O Globo

 O volume de vendas do setor de serviços recuou 2,4% na passagem de setembro para outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE. Frente a outubro do ano passado, a queda foi de 7,6% — pior resultado para o mês e da série iniciada em janeiro de 2012. Em 2016, o setor acumula recuo de 5%, enquanto em 12 meses encolheu 5,1%. O cálculo do volume é obtido descontando a inflação da receita nominal.
A receita nominal também caiu: 1,3% em relação a setembro. Na comparação com outubro do ano passado, o tombo foi mais forte, de 3,1%. No ano e em 12 meses, a receita está estagnada.
Na comparação mensal, os serviços prestados às famílias registraram leve avanço de 0,1%, enquanto transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio caíram 7%. Também ficaram no negativo serviços de informação e comunicação (-3,1%); serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%) e outros Serviços (-0,5%). A atividades turísticas recuaram 1,3% ante setembro.
O IBGE destacou que, apesar da retração no setor de serviços como um todo, o segmento de tecnologia da informação, desde abril, cresce continuamente frente ao mês anterior. O instituto destaca que isso mostra a característica dinâmica do segmento.


"As empresas vêm retomando a contratação de serviços de informática, para atender suas necessidades estratégicas, visando manter seus níveis de competitividade e produtividade. A maior demanda por programas não-customizáveis vem contribuindo também para esse crescimento, principalmente no que se refere à produção de games e programas de computação gráfica para o segmento audiovisual", destaca o IBGE.
O setor de serviços é um dos mais importantes na composição do Produto Interno Bruto (PIB), respondendo por cerca de 60% do chamado lado da oferta — formado também por indústria e agropecuária. Primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, a PMS inclui as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores de saúde, educação, administração pública e aluguel imputado — o valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram.
Em 2015, o volume do setor de serviços encolheu 3,6%, o pior resultado da série histórica iniciada em 2012 e o primeiro a ficar no terreno negativo.






































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