Folha de São Paulo Ruy Castro:
A Coreia do Sul quer tirar as moedas de circulação.
Moedas de metal. Para isso, está estimulando a população a trocar o
recheio de seus cofres-porquinho pelo equivalente em passes eletrônicos
de transporte, que lá valem dinheiro. A ideia é que, até 2020, nenhum
sul-coreano use moedas nem para pagar um cafezinho, e isso é só o
primeiro passo para que o dinheiro em cédulas tenha o mesmo destino. Ou
seja, será o fim do dinheiro em espécie. E o que ficará valendo, o
cartão de crédito? Não, porque ele também está com os dias contados. No
futuro, na Coreia do Sul, todas as compras serão por celular ou online.
Eu pergunto: por que os sul-coreanos precisam esperar tanto? No Brasil,
já estamos fazendo a mesma coisa — tirar o dinheiro de circulação —, só
que de maneira muito mais rápida e direta.
De Dilma para cá, tente calcular o dinheiro que desapareceu dos
negócios, do emprego, da poupança, dos investimentos e até da
arrecadação. E os 12 milhões de desempregados que ela nos legou? O que
representam 12 milhões de brasileiros subitamente sem salário? Por falar
em demissões e falências, quantas placas de vendo, alugo e passo o
ponto não surgiram ultimamente na sua rua? E, neste momento, segundo o
IBGE, 25% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos não estudam nem
trabalham. É muita gente sem produzir, vender ou comprar — sem poder
sequer sonhar.
Outras fórmulas infalíveis para fazer o dinheiro desaparecer são
aparelhar o Estado, tornando-o inchado e ineficiente, e nomear o máximo
de corruptos nas estatais para drenar o dinheiro necessário à manutenção
do poder. E, claro, gastar mais do que se produz — receita infalível de
Dilma para provocar um rombo de bilhões.
Em breve, os sul-coreanos só irão usar a moedinha para tirar o cara ou coroa no futebol. Nós, nem isso.
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