CARTA ABERTA AOS BRASILEIROS
“Estamos à beira do perigo de um governo autoritário,
que vai passar por cima, como já está passando,
da Constituição e das leis”. (Hélio Bicudo, fundador do PT)
O Grupo Terrorismo Nunca Mais – TERNUMA, associado ao segmento esclarecido da sociedade, solidariza-se com as
Forças Armadas, em repúdio à forma falsa e ardilosa com que têm sido
transmitidos à Nação os fatos que antecederam a crise política-institucional de
31 de março de 1964 e suas conseqüências para o Brasil.
O ataque à imagem dos militares
parece ser pré-condição para o sucesso de uma nova tentativa de empolgar o
poder pelo comunismo de sempre, agora travestido de bolivarianismo, uma mutação
estranha à índole e aos costumes do povo brasileiro.
A maquinação das vulnerabilidades
eleitorais democráticas não é suficiente para ocultar a intenção maquiavélica
de aqui implantar um modelo massificante, que destrói a liberdade e a autonomia
do indivíduo, transformando nações inteiras em prisões coletivas, como a que
flagela o povo cubano e que se ensaia na Venezuela.
A dissensão ora propagada é fruto da
inconformidade dos que sucumbiram em 1964, tendo adotado o terrorismo e a
violência contra a sociedade, para chantagear o governo. A História mostrou que
essas insanidades foram perpetradas para transformar o Brasil em uma “ditadura
do proletariado”. Essa constatação é acessível na literatura e até mesmo na
historiografia da esquerda honesta, e na internet, para a pesquisa dos que se
interessam por ela.
A isenção da imprensa e a liberdade
de expressão são requisitos essenciais à liberdade. A difusão de meias
verdades, financiada com dinheiro público, e o constrangimento a que são
submetidas as opiniões que contraditam a propaganda oficial, são artifícios
fascistas de uma cultura autoritária que explora a mídia.
Desta forma, os intolerantes buscam
impor uma hegemonia facciosa a todo o povo, mascarando seus pontos de vista em
conceitos “politicamente corretos”. Esquecem, imprudentemente, da força moral
dos brasileiros que se contrapuseram a esse jugo de escravidão no passado
recente, e que perseveram, atentos, nas trincheiras da Democracia.
Por conhecer a angústia do Soldado
Brasileiro, em particular dos Comandantes nos mais altos escalões, últimos
depositários dos sentimentos de seus subordinados, é que este grupo de civis e
militares patriotas vem a público para manifestar sua solidariedade às Forças
Armadas e denunciar a abominável campanha destrutiva com que os derrotados de
ontem as têm tratado, apesar de saberem que delas dependem e que, se hoje estão
no poder, o devem ao compromisso histórico dos militares para com a democracia.
Nenhuma ditadura serve para o Brasil!





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