Orlando Tambosi,
Este blogueiro cansou de alertar que o lulopetismo, com sua estupidez ideológica e relativismo
ético, cognitivo e cultural, estava devastando as universidades. A
decadência aí está: nenhuma universidade brasileira figura no grupo de
elite internacional. Os campi se transformaram em imensas pastagens
ideológicas onde mugem professores e alunos imbecilizados pela aversão
ao conhecimento, à racionalidade, à lógica e à democracia. Por onde
passa, o lulismo só deixa terra devastada.
A Universidade de São Paulo (USP) perdeu mais de sessenta posições no
ranking 2013-2014 da revista britânica Times Higher Education (THE),
mais importante avaliação de universidades do mundo, tirando o Brasil do
grupo de elite da lista internacional. Depois de ocupar o 158º lugar no
ranking do ano passado, a USP aparece agora listada entre a 226ª e a
250ª posições — após a 200ª colocação, as instituições são reunidas em
grupos de 25. As duzentas primeiras colocadas formam o pelotão de elite
do ensino superior global.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também deu alguns
passos atrás, recuando do bloco que reúne as colocações de 251 a 275
para o grupo nivelado entre a 301ª e a 350ª posições. Nenhuma outra
instituição brasileira aparece na tabulação da THE.
A queda brasileira foi destaque do texto de apresentação do ranking.
"O Brasil apresentou um desempenho pobre. Sua melhor universidade, a
USP, depois de fazer progressos em rankings anteriores, cai do topo da
lista das duzentas melhores. Isso aconteceu principalmente devido a um
declínio em sua pontuação na pesquisa de reputação", diz o texto. "Um
país deste tamanho e com este poder econômico precisa de universidades
de nível mundial para encorajar o crescimento baseado na inovação, então
é um grave revés não apenas o Brasil perder sua representante entre as
duzentas melhores, a Universidade de São Paulo, mas também a Unicamp ter
se distanciado ainda mais do grupo de elite", diz Phil Baty, diretor
da THE.
Top 5 — As universidades de elite continuam
concentradas nos Estados Unidos. O Instituto de Tecnologia da Califórnia
(CalTech) conquistou pelo terceiro ano consecutivo o primeiro lugar no
ranking, seguido das universidades Harvard e da britânica Oxford —
empatadas na segunda posição. Stanford, que em 2012 estava listada em
segundo lugar, caiu para o quarto posto. O Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT) finaliza o pódio ocupando o quinto degrau.





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