REINALDO AZEVEDO
Por Flávio Ilha, no Globo Online:
O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira uma investigação contra o médico argentino Juan Carlos Cazajus por suposto erro médico na prescrição de medicamentos a um paciente em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. A prescrição, datada de 8 de outubro, indicava o uso intensivo do antibiótico Azitromicina 500mg, numa dose muito superior à recomendada pela literatura médica. O profissional começou a atuar na cidade há 15 dias no programa Mais Médicos do governo federal.
O Ministério da Saúde abriu nesta terça-feira uma investigação contra o médico argentino Juan Carlos Cazajus por suposto erro médico na prescrição de medicamentos a um paciente em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul. A prescrição, datada de 8 de outubro, indicava o uso intensivo do antibiótico Azitromicina 500mg, numa dose muito superior à recomendada pela literatura médica. O profissional começou a atuar na cidade há 15 dias no programa Mais Médicos do governo federal.
Segundo a
receita, o paciente deveria tomar 24 comprimidos do antibiótico de oito
em oito horas. A dose recomendada, segundo o Conselho Regional de
Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), não deveria passar de uma
cápsula diária durante três dias – em casos considerados mais graves, o
período de medicação poderia ser estendido a uma pílula diária por oito
dias. Um médico supervisor do Ministério da Saúde, que foi à cidade
apurar a informação, confirmou que Cazajus foi o autor da prescrição.
Ele disse que o médico recomendou a superdosagem devido à gravidade do
quadro clínico do paciente, que apresentou infecção respiratória
acentuada por falta de ar.
Ainda
segundo o supervisor, o paciente é fumante e apresenta um histórico de
resistência ao tratamento. O diretor da secretaria municipal da Saúde,
César Santos, confirmou a informação e disse que o procedimento do
profissional se baseou em “evidência clínica”. “O paciente não
apresentou nenhum sintoma em função da dose prescrita e seu quadro de
saúde é estável”,informou Santos. Em nota, o Ministério da Saúde
informou que está em Tramandaí para “acompanhar e avaliar” a atuação do
profissional, após a comunicação de prescrição de uma dose
“possivelmente inadequada” de um antibiótico. Não houve nenhuma denúncia
formal contra o médico e a investigação foi motivada por informações da
imprensa.
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