Correio Braziliense -
Apesar
de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ter afirmado ao longo
da semana que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República
Rosemary Nóvoa de Noronha não havia participado ativamente do bando que
vendia pareceres técnicos do governo a empresas privadas, a Polícia
Federal revisou a investigação e decidiu indiciá-la também por formação
de quadrilha.
De acordo com a corporação, as
mudanças foram feitas depois que os investigadores conseguiram
informações adicionais em depoimentos e na análise de documentos
apreendidos. Além do acréscimo de um crime na ficha de Rosemary — já
acusada de falsidade ideológica, corrupção passiva e tráfico de
influência —, a PF indiciou também o ex-diretor da Agência Nacional de
Transportes Aquaviários (Antaq), Thiago Lima, por corrupção passiva.
Com
isso, o balanço da operação soma 23 indiciados por sete crimes
distintos, com penas de 2 a 12 anos e prisão, cada: corrupção ativa,
corrupção passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência,
violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de
documento particular.
O inquérito foi
entregue no prazo mínimo de 15 dias, sem pedido de prorrogação. Mas, de
acordo com a PF, o Ministério Público Federal poderá oferecer denúncia,
solicitar a volta do documento à Polícia Federal para novas diligências
ou, ainda, pedir o arquivamento do inquérito.





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