O elenco de animais e
aves que na trajetória da humanidade foram extintos é impressionante.
Dinossauros, répteis,
peixes e aves que nunca vimos foram dizimados ou extintos por varias razões, em
especial pelas hecatombes, e muitos exterminados pelas mãos dos homens.
O dodô (Raphus cucullatus), uma mistura de marreco com
ornitorrinco, foi um deles.
Ilustrado por
inúmeros desenhos e filmes infantis, aquela exótica ave sempre foi retratada com
simpatia, embora como de boçal ignorância, capaz de lançar - se de um abismo em
direção a alhures, quando defronte a qualquer inimigo ou situação indigesta.
Era a chamada fuga corajosa.
E isto em bandos,
cada dodô empolgando os companheiros para, na falta de qualquer esperança,
lançar - se para o ignoto.
Ao que parece na sua
inocente ignorância, os dodôs,
totalmente desarticulados, preferiam dar adeus às armas e lançavam - se destemidamente
para algum lugar melhor do que viviam, quem sabe para encontrar o paraíso.
Como alento aos
desesperançados militares que a cada dia caminham em direção ao abismo, podemos
afirmar que a humanidade em geral simpatizava com todos aqueles animais, peixes
e aves extintos, inclusive, por exemplo, o temível “dente de sabre”.
Muitos poderão julgar
que o suicídio em massa é desproposital e que as instituições militares gozam
de um prestígio considerável e que deveriam rechaçar e mesmo expulsar os seus
detratores.
“É vredade”, diz uma conhecida animadora da nossa TV.
Mas como os dodôs, eles não possuem as artimanhas de
seus inimigos, nem a falsidade que os anima e, por isso, lá se vão os
militares, impavidamente, tal qual os dodôs,
em direção ao ostracismo como determinam os seus algozes.
Muita gente reclama,
e, praticamente exige uma reação à altura das convicções militares, porém se o dodô - chefe falasse, ele diria, “após décadas de revanchismo, tantas
tentativas de metamorfosear a Lei da Anistia, décadas de exaltação aos
terroristas e perseguições aos ex - agentes da repressão, chegamos à conclusão
que é melhor, pular no abismo.
No futuro, como os
saudosos e inocentes dodôs, os respeitados cidadãos fardados serão lembrados
como exemplo de dignidade e de honradez, e que, no seu extermínio, foi
decretado o fim da democracia e o início do caos que aniquilou para sempre a Terra
de Santa Cruz ou de Vera Cruz, eterna “potência
mundial”.
Como afirmam os
espertos, “é melhor ser um covarde vivo
do que um dodô extinto”.
O grande problema
está naqueles que nem querem pular no abismo, nem serem chamados de covardes.
Gen.
Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira





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