Diretor-geral da PF transferiu Andrea Pinho e
agora deve designar novo delegado para investigar depoimento de Marcos
Valério; operador do Mensalão afirmou que ex-presidente era "o chefe" do
esquema criminoso
Responsável pelo inquérito que investiga
a suposta participação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no
esquema do mensalão, a delegada Andrea Pinho foi removida do cargo nesta
sexta-feira, 7. O inquérito que tem Lula como alvo será tocado por
outro delegado, ainda não designado que pode pedir novas diligências ou o
arquivamento do caso.
Pinho, que era delegada substituta da
delegacia de crimes financeiros, foi transferida para a divisão de
desvio de recursos públicos. Ela passará a despachar na sede da Polícia
Federal em Brasília, mesmo prédio onde trabalha o diretor-geral, Leandro
Daiello, que assina sua remoção, e não mais na superintendência da
Polícia Federal no DF.
A delegada foi responsável pela Operação
Miqueias que desarticulou um esquema de desvio de recursos de fundos de
previdência municipais em vários Estados. Novata, Pinho foi escalada
para tocar a operação de maior visibilidade no segundo semestre do ano
passado, o que foi interpretado por colegas na PF como uma forma de lhe
dar atribuições em meio às investigações sobre o ex-presidente Lula.
O inquérito sobre Lula foi aberto a
partir de um novo depoimento prestado pelo operador financeiro do
mensalão, o publicitário Marcos Valério, que implicou o ex-presidente e
outros petistas. Revelado com exclusividade pelo jornal O Estado de
S.Paulo, no depoimento Valério afirmou que Lula tinha conhecimento do
esquema que resultou na condenação de 25 pessoas, entre elas José
Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, Delúbio Soares,
ex-tesoureiro do PT, José Genoíno, ex-presidente do PT e João Paulo
Cunha, ex-presidente da Câmara pelo PT. O inquérito tramite sob sigilo.
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