Sindicalista diz que agentes federais estão sem reajuste salarial há 7 anos. Segundo Francisco Correia, isso é reflexo das investigações a políticos.
Dezenas de agentes da Polícia
Federal (PF) em Sergipe aderiram à paralisação nacional nesta
terça-feira (11). A suspensão nas atividades por um período de 24h está
sendo cumprida em vários estados do país, isso porque a categoria
protesta contra a falta de reajuste salarial e até da própria reposição
da inflação nos últimos sete anos.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Federais de Sergipe (Sinpef),
esses são alguns dos problemas da categoria que pede ainda por
reestruturação na carreira, reorganização dos métodos operantes e
realização de concurso público, pois no estado o déficit de agentes de
investigação chega a 210. ...
“Acredito que a situação chegou até esse ponto por uma retaliação do
Governo Federal porque nos últimos tempos membros do governo têm sido
alvo de investigações e que acabaram sendo condenados por envolvimento
em corrução. O Governo desmoraliza a área de investigação da PF para que
isso não prejudique mais os aliados dele. Isso é extremamente
prejudicial, por sem o trabalho investigativo a população não fica
sabendo das roubalheiras que acontecem com o dinheiro público”, afirma o
policial federal Francisco Correia dos Santos, vice-presidente do
Sinpef.
Segundo Francisco, além do efetivo ser insuficiente em Sergipe pelo
menos oito oficiais estão deslocados trabalhando em quatro operações
fixas em outros estados, geralmente nas fronteiras do país.
“Outras categorias do serviço federal que são equiparadas com a nossa,
como a dos fiscais da Receita Federal e da Agência Brasileira de
Inteligência (ABIN), recebem 100% a mais que nós. A Federação Nacional
dos Policiais Federais está negociando diretamente com o Ministério da
Justiça e com a presidente Dilma Rousseff, mas ela ainda não acenou uma
resolução para esse problema”, avalia o sindicalista. Em 2013, agentes,
escrivães e papiloscopistas de Sergipe ficaram em greve por 40 dias.
Servidres da Polícia Federal do Acre, entre agentes, escrivães e
papiloscopistas, aproveitaram o Dia do Enfermo, celebrado nesta
terça-feira (11), para realizar uma manifestação, em frente a
Superintendência Regional da PF em Rio Branco, reivindicando melhorias
para a categoria no estado. A ação faz parte de um chamado nacional para
que as polícias do país consigam o reconhecimento da profissão.
Vestidos de terno e camisetas com `SOS para a Polícia Federal`, os
policiais esperavam o carro do Centro de Hemoterapia e Hematologia do
Acre (Hemoacre) para doar sangue. Durante o ato fizeram uma encenação,
demonstrando que a Polícia Federal está doente.
O presidente do Sindicato de Policiais Federais do Acre (Sinpofac),
Franklin Albuquerque explica que a luta pelas melhorias se arrasta há
sete anos, e que não há leis que definam as atribuições dos policiais, o
que desampara a categoria.
"Nós queremos uma lei orgânica, um plano de carreira para a Polícia
Federal, que hoje trabalha sem ter uma lei que defina suas atribuições,
todas as policias civis tem uma lei orgânica e nós não temos. Isso
mostra o descaso e a falta de comprometimento que o governo tem com a
PF", reclama Franklin Albuquerque.
De acordo com o presidente, a negociação vem acontecendo, porém não há contra-proposta por parte do governo federal.
"Nós tentamos negociar com o Ministério da Justiça, sentamos com o
Ministério do Planejamento e estamos conversando agora com a Casa Civil.
Então estamos em contato com todo aparato, mas infelizmente a gente não
consegue um denominador comum, o governo é muito intransigente e não
cede absolutamente nada", declara.
Durante a paralisação desta terça, a PF funciona com pouco mais de 30%
do seu efetivo, durante o período o setor mais atingido será o de
investigações, entretanto os serviços de urgência e emergência estarão
funcionando para não afetar a sociedade.
"Hoje principalmente as investigações criminais serão suspensas. Para a
gente não prejudicar a sociedade os serviços de urgência, plantão e
ordens de missões já em curso nós garantimos e não interrompemos. Mas as
investigações em si param, o que vai prejudicar no andamento", relata.
Nos dias 25 e 26 haverá uma nova paralisação de 48 horas. "Por uma
questão de estratégia vamos divulgar assim, mês a mês", finaliza
Franklin.
Fonte: Portal Fenapef -





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