CARLOS CHAGAS -
Em
palestra realizada em Washington, o juiz Sérgio Moro declarou que nos
contratos celebrados pela Petrobras, o pagamento de subornos era a
regra, não a exceção. Será possível que nenhum governo, de Dilma
Rousseff para trás, tivesse conhecimento dessa ladroagem? Não se trata
de acertar contas com o passado. Fosse essa a necessidade e estaríamos
na obrigação de rever as contas de Tomé de Souza. O que não dá para
aceitar é saber que Dilma Rousseff teve a Petrobras a seus cuidados, foi
ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da
República.
O
caso não é de bater em quem se encontra exangue, derrotada e prestes a
sumir da História. Mas de examinar nos mínimos detalhes a performance
da petroleira, ao menos nos últimos dez anos. O prejuízo dado pela
Petrobras aos cofres públicos serviria para equilibrar qualquer crise
econômica porventura registrada entre nós.
Por
que a referência à maior das empresas nacionais? Porque lá nos
escaninhos mais escuros do governo Michel Temer, prepara-se o maior dos
golpes contra a Petrobras. Dentro da diretriz de entregar tudo o que é
público ao capital privado, de preferência estrangeiro, a atual
quadrilha que administra o país determinou como climax de sua atuação a
cessão da Petrobras aos Estados Unidos, Inglaterra, China e outros
parceiros.
No
governo Fernando Henrique isso quase aconteceu, mas agora o ímpeto
surge bem maior. O novo argumento é o velho: que a empresa dá prejuízo. E
tudo o que dá prejuízo deve ser lançado ao mar. Não se dão conta de que
os bebês dão prejuízo. É preciso gastar com eles leite, mamadeiras,
fraldas e tudo o mais…
É
bom tomar cuidado antes que tamanha barbaridade aconteça, pois já está
em desenvolvimento. A primeira fase é desmoralizar a Petrobras, o que já
vem sendo feito. Para evitar reações, mesmo em tempos de crise,
aumentaram sua verba publicitária, distribuindo dinheiro farto para
jornais, revistas, emissoras de televisão, rádio e demais veículos de
comunicação. Até jornalistas amigos e amestrados são objeto de doações.
Logo, alegando o alto custo das operações de produção de petróleo,
começarão a demolição. Alerta, Petrobras!
extraídadetribunadainternet





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