ANDRÉ MOURA O GLOBO
Aprovamos a nova meta fiscal, a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), a Lei de Responsabilidade das Estatais e a pauta ambiental (Acordo de Paris), além do destravamento da pauta de medidas provisórias. Graças à retomada do diálogo político, coisa que não ocorria no governo passado, foi possível aprovar alguns projetos no Parlamento. Aos poucos a sensação de ausência de norte, recorrentes improvisações, especialmente na economia, vem sendo substituída pela crescente crença, por parte dos investidores e de quem trabalha e produz, de que o país agora dispõe de lideranças equilibradas.
O setor produtivo recebeu dele a sinalização de que não aumentará impostos neste momento e, antes de promover qualquer medida de reajuste fiscal, cortará gastos e ajustará as contas do governo. Não vem ao acaso, portanto, a avaliação de que o presidente tem conseguido encaminhar resultados que apontam para um sinal positivo na economia.
O apoio das centrais sindicais e do empresariado será fundamental no implemento de mudanças, como as fiscais e as relacionadas à Previdência e ao trabalho, que se fazem urgentes e são emergenciais. No caso da Previdência Social, há um déficit bilionário e insustentável. De fato, o presidente Michel Temer sustenta seu compromisso com o futuro ao tratar desses temas sem tergiversar, considerando, sobretudo, que os últimos governos identificaram a necessidade de mudanças no regime fiscal e na Previdência, mas não tiveram capacidade para enfrentá-la.
O governo demonstra compromisso com os princípios básicos da boa governança: controle dos gastos, responsabilidade fiscal; até porque as contas públicas foram encontradas em situação muito pior do que se imaginava — as estatais em profunda crise, pagamentos de obras e fornecedores em atraso. Em resumo: a melhor notícia para os brasileiros é a de que o governo Michel Temer já conseguiu realizar um grande feito: reverter a tendência de piora das expectativas para a economia, principalmente no tocante a 2017, com projeção do PIB do ano que vem em torno de 1%. As propostas do presidente para estabilizar a dívida, que contam com o apoio da maioria dos membros do Congresso, permitirão a retomada do crescimento, mesmo que neste ano a melhora seja ainda limitada. Aos brasileiros, pedimos que mantenham a esperança, na certeza de que o resultado de mais esse esforço será em breve recompensado com um Brasil muito melhor e com muito mais diálogo.
André Moura (PSC-SE) é líder do governo na Câmara
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