por Francisco Ferraz.
Brasil: país do slogan único
Slogans quando ‘pegam’ se reproduzem como coelhos.
Na medida mesmo em que se reproduzem em larga escala perdem aquelas qualidades que levaram tantos a adotarem-no, copiando e sinonimizando-o.
A lógica do slogan, contudo é outra. Com ele se deseja alcançar o maior número de consumidores (marketing comercial) ou eleitores (marketing político) possível. O slogan gruda no produto ou no candidato de forma exclusiva. Seu alcance se amplia, mas seu referente é um só. Coca Cola é sempre o mesmo produto que serve de referência objetiva (existencial) ao slogan que lhe é exclusivo.
No Brasil, tinha que ser diferente.
Se universaliza o slogan e ele passa a ser adotado, por toda a sorte de produtos.
Desde a primeira eleição de Lula e, seguindo o exemplo de sua candidatura, abusa-se do uso de slogans contendo expressões que substituem o candidato, o partido, a coligação, à doutrina, à ideologia por uma vaga referência à coletividade: “somos”; “todos”; “juntos”; “unidos”.
São expressões encapsuladas em slogans que levam a substituir, a autoria e responsabilidade identificável comprometida com um objetivo a ser realizado, por uma identidade coletiva, vaga e vazia, que se resume a um jogo de palavras meramente publicitário cujo significado no mundo real é inexistente.
Busca-se, com este exemplo de mau profissionalismo, a aceitação fácil, ufanista e sem conteúdo que se encontraria numa unidade social, sem nenhuma objetividade no mundo real: “somos”; “todos”; “juntos”; “nós”; “unidos”, mesmo aplicando-se a tarefas que supõem execução individual ou grupal, mas, em todo o caso competitivas.
É a propaganda enganosa que ninguém contesta, mas também que não informa quem é o responsável e em que medida, pela execução do objetivo que se apresenta como coletivo na sua aspiração e forma de realização.
Implicitamente argui-se que a maneira certa de realizar algo (qualquer algo) é a maneira coletiva. Que qualquer outra forma que se afaste do modo coletivo é uma distorção, é uma forma imperfeita e até mesmo desvirtuada de realização.
Como não é possível negar a divisão do trabalho, com a inevitável especialização, competência, responsabilidade individual ou de grupo, à propaganda do coletivismo corresponde a práxis do líder individual e absoluto que comanda a totalidade livre de responsabilidade.
Não surpreende então que, algumas autoridades, quando cobradas por suas faltas ao governar evitam responder e recorrem à técnica dos 3 macaquinhos: Não vi, Não ouvi, Não falo.
É a voz do líder autoritário, com todos os poderese nenhuma das responsabilidades.
A seguir uma lista desses slogans ‘placebos’, recolhidos facilmente de algumas horas de TV.
• Juntos para Competir
• Juntos podemos muito mais (PSC)
• O Brasil todo dança junto. (cartaz programa do Faustão)
• Movimento vamojunto – Casas Bahia
• Todos juntos fazem um trânsito melhor –
• Todos juntos para fazer o Brasil trabalhar melhor – FAT
• Fox: torcemos juntos
• Todos contra o Aedes Aegypti
• Juntos somos mais fortes que o mosquito
• Juntos podemos - PSOL
• Unidos vamos trabalhar por um Brasil mais inteligente – PSL
• Juntos podemos vencer esta luta (Mutirão limpeza nos prédios)
• Juntos fazemos acontecer )
• Juntos somos mais fortes ) Publicidade sobre Olímpiada
• Juntos somos todos Brasil )
• Unidos contra o Aedes (avião fumaça em Copacabana)
• Vamos juntos somar forças (Gov. Federal)
• Somos todos campeões (Olimpíadas; isto que ainda nem começaram!)
• Juntos em prol do impeachment (Antagonista)
• Juntos por um mundo melhor (Ambev)
Como se constata nessa pequena porção de exemplos, parece que não é difícil fazer publicidade... Em todo o caso não se exige mais necessariamente criatividade e imaginação.
Além disso, essas expressões são usadas por partidos e políticos de situação e oposição; de direita, centro, esquerda e a “soi disant” extrema esquerda; para fazer o impeachment e para evita-lo; sempre presente nos programas partidários gratuitos na TV e rádio; serve para ganhar (Olimpíada), para liquidar (Aedes Aegypti), para dançar (todos juntos???), para corrigir o trânsito, para vender cerveja, eletrodomésticos e móveis (Casa Bahia); para o modesto objetivo de construir um mundo melhor ...
EXTRAÍDADEPUGGINA.ORG
Slogans quando ‘pegam’ se reproduzem como coelhos.
Na medida mesmo em que se reproduzem em larga escala perdem aquelas qualidades que levaram tantos a adotarem-no, copiando e sinonimizando-o.
A lógica do slogan, contudo é outra. Com ele se deseja alcançar o maior número de consumidores (marketing comercial) ou eleitores (marketing político) possível. O slogan gruda no produto ou no candidato de forma exclusiva. Seu alcance se amplia, mas seu referente é um só. Coca Cola é sempre o mesmo produto que serve de referência objetiva (existencial) ao slogan que lhe é exclusivo.
No Brasil, tinha que ser diferente.
Se universaliza o slogan e ele passa a ser adotado, por toda a sorte de produtos.
Desde a primeira eleição de Lula e, seguindo o exemplo de sua candidatura, abusa-se do uso de slogans contendo expressões que substituem o candidato, o partido, a coligação, à doutrina, à ideologia por uma vaga referência à coletividade: “somos”; “todos”; “juntos”; “unidos”.
São expressões encapsuladas em slogans que levam a substituir, a autoria e responsabilidade identificável comprometida com um objetivo a ser realizado, por uma identidade coletiva, vaga e vazia, que se resume a um jogo de palavras meramente publicitário cujo significado no mundo real é inexistente.
Busca-se, com este exemplo de mau profissionalismo, a aceitação fácil, ufanista e sem conteúdo que se encontraria numa unidade social, sem nenhuma objetividade no mundo real: “somos”; “todos”; “juntos”; “nós”; “unidos”, mesmo aplicando-se a tarefas que supõem execução individual ou grupal, mas, em todo o caso competitivas.
É a propaganda enganosa que ninguém contesta, mas também que não informa quem é o responsável e em que medida, pela execução do objetivo que se apresenta como coletivo na sua aspiração e forma de realização.
Implicitamente argui-se que a maneira certa de realizar algo (qualquer algo) é a maneira coletiva. Que qualquer outra forma que se afaste do modo coletivo é uma distorção, é uma forma imperfeita e até mesmo desvirtuada de realização.
Como não é possível negar a divisão do trabalho, com a inevitável especialização, competência, responsabilidade individual ou de grupo, à propaganda do coletivismo corresponde a práxis do líder individual e absoluto que comanda a totalidade livre de responsabilidade.
Não surpreende então que, algumas autoridades, quando cobradas por suas faltas ao governar evitam responder e recorrem à técnica dos 3 macaquinhos: Não vi, Não ouvi, Não falo.
É a voz do líder autoritário, com todos os poderese nenhuma das responsabilidades.
A seguir uma lista desses slogans ‘placebos’, recolhidos facilmente de algumas horas de TV.
• Juntos para Competir
• Juntos podemos muito mais (PSC)
• O Brasil todo dança junto. (cartaz programa do Faustão)
• Movimento vamojunto – Casas Bahia
• Todos juntos fazem um trânsito melhor –
• Todos juntos para fazer o Brasil trabalhar melhor – FAT
• Fox: torcemos juntos
• Todos contra o Aedes Aegypti
• Juntos somos mais fortes que o mosquito
• Juntos podemos - PSOL
• Unidos vamos trabalhar por um Brasil mais inteligente – PSL
• Juntos podemos vencer esta luta (Mutirão limpeza nos prédios)
• Juntos fazemos acontecer )
• Juntos somos mais fortes ) Publicidade sobre Olímpiada
• Juntos somos todos Brasil )
• Unidos contra o Aedes (avião fumaça em Copacabana)
• Vamos juntos somar forças (Gov. Federal)
• Somos todos campeões (Olimpíadas; isto que ainda nem começaram!)
• Juntos em prol do impeachment (Antagonista)
• Juntos por um mundo melhor (Ambev)
Como se constata nessa pequena porção de exemplos, parece que não é difícil fazer publicidade... Em todo o caso não se exige mais necessariamente criatividade e imaginação.
Além disso, essas expressões são usadas por partidos e políticos de situação e oposição; de direita, centro, esquerda e a “soi disant” extrema esquerda; para fazer o impeachment e para evita-lo; sempre presente nos programas partidários gratuitos na TV e rádio; serve para ganhar (Olimpíada), para liquidar (Aedes Aegypti), para dançar (todos juntos???), para corrigir o trânsito, para vender cerveja, eletrodomésticos e móveis (Casa Bahia); para o modesto objetivo de construir um mundo melhor ...
EXTRAÍDADEPUGGINA.ORG





0 comments:
Postar um comentário