CARLOS CHAGAS
De repente, a indignação. É inaceitável o número de bandidos flagrados desviando dinheiros públicos há anos, processados em seguida e que agora são privilegiados objetos de bondades do Judiciário. Sucedem-se as condenações, seguem-se os benefícios concedidos aos condenados, distribuídos através de prisões domiciliares e outras facilidades. Multas são reduzidas e a liberdade concedida àqueles que deveriam estar trancafiados como qualquer criminoso comum. Com certeza, continuam empenhados em burlar a lei, até praticando os mesmos desvios e crimes de antes.
De repente, a indignação. É inaceitável o número de bandidos flagrados desviando dinheiros públicos há anos, processados em seguida e que agora são privilegiados objetos de bondades do Judiciário. Sucedem-se as condenações, seguem-se os benefícios concedidos aos condenados, distribuídos através de prisões domiciliares e outras facilidades. Multas são reduzidas e a liberdade concedida àqueles que deveriam estar trancafiados como qualquer criminoso comum. Com certeza, continuam empenhados em burlar a lei, até praticando os mesmos desvios e crimes de antes.
Advogados
poderosos obtêm para seus clientes todo um conjunto de benesses que os
transformam em hóspedes de luxo nos hotéis de suas próprias casas. As
delações premiadas permitem muito mais do que a redução das penas,
favorecendo milionários hóspedes postos à beira de suas piscinas e salas
de luxo.
Falta
alguém no mundo da Lava Jato, e não são apenas os criminosos
pretensamente condenados. Quem permitiu essas aberrações precisa ser
denunciado e responder por elas. Pertence ao universo das elites, àquele
grupo social onde a lei possui dimensões elásticas.
Não
se tem notícia de que o ladrão de galinhas foi beneficiado com favores
iguais. Carece de relações especiais, de advogados milionários e de
juízes lenientes. A desmoralização ficará próxima, caso permaneça essa
prática.
EXTRAÍDADETRIBUNADAINTERNET





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